Programa 70×7 RTP2

Programa do dia 1 de Abril de 2007

Gen Verde e o espectáculo Manto do Mundo (mais…)

Programa do dia 25 de Março de 2007

Entrevista ao Bispo do Porto, D. Manuel Clemente (mais…)

Programa do dia 11 de Março de 2007

Trabalho da Cáritas Diocesana da Guarda (mais…)

Programa do dia 4 de Março de 2007

Empresas de inserção laboral, por iniciativa da Santa Casa da Misericórdia do Fundão (mais…)

Programa do dia 25 de Fevereiro de 2007

Um testemunho de um cristão da Roménia (mais…)

Programa 70×7 de 11 de Fevereiro de 2007

Educação: propostas das Escolas Católicas (mais…)

Programa 70×7 de 4 de Fevereiro de 2007

Eu não abortei: relatos na primeira pessoa (mais…)

Programa 70×7 de 28 de Janeiro de 2007

Mons. Augusto Nunes Pereira : um padre e um artista. Das raízes, em Fajão, à Oficina-Museu, em Coimbra (mais…)

Programa 70×7 de 21 de Janeiro de 2007

Ecumenismo: percursos e testemunhos (mais…)

Programa 70×7 de 7 de Janeiro de 2007

Ao lado de Presépios, todo o ano… (mais…)

Marca Natal

Programa 70×7 de 24 de Dezembro de 2006 (mais…)

Viagem do Papa à Turquia

Programa 70×7 de 17 de Dezembro de 2006 (mais…)

Um programa eclesialmente (in)correcto?

Começo esta memória por um quase caso de atentado de que fui alvo quando residia na Rua da Bela Vista, em Lisboa, nos anos oitenta.

A proximidade de uma escola primária mantinha na rua muitos miúdos que um dia descobriram que eu era um dos autores do programa “70 x 7”. E não foram simpáticas as palavras que ouvi então: “Este, das barbas, é um dos que nos tiram os desenhos animados para por lá aquelas coisas das missas…” E mais prometeram um apedrejamento se a situação não mudasse! Tratou-se, é evidente, de um conflito infantil, sem consequências, a incomodar, por razões óbvias, um universo especial.

Apraz-me registar oportunamente o cuidado da RTP em colocar no primeiro canal, o programa num horário favorável para as famílias que se reuniam para o almoço. Não esqueço aquele funcionário bancário que um dia me disse que se fartava de me convidar através do écran para me sentar à mesa com eles e que nunca lhes dei esse prazer…

Afectos à parte, o programa tinha na sua génese, a inquietação dos dias da história que vivíamos, do quotidiano por onde pulsava a vida das gentes, que é como quem diz da Igreja e mais do Evangelho que era a sua verdadeira chancela. Nada nos era estranho mesmo que surpreendêssemos os mais pusilânimes.

O país, ainda atordoado pela revolução, tinha reconquistado a liberdade e um lugar com mais sol no jardim. A Igreja pouco afeita à vertigem da velocidade, tropeçava por vezes nos passos excessivamente medidos. O programa assumia o risco de tocar algumas vezes o intangível, e por isso eclesialmente incorrecto. Mas também tenho atravessada aquela reportagem, jamais realizada, com os únicos padres operários portugueses… Era o andar que fazia caminho, em expresso na “cabeça” do programa que deixou preocupações de carácter ideológico no pensamento de alguns. É verdade que eram muitos os espectadores que sociologicamente não pertenciam ao rebanho. Mas esses eram os nossos predilectos. Nós não estávamos no púlpito nem no templo. Nós vestíamos mangas curtas ou camisolas enroladas e falávamos no la-meiro, da terra queimada, do azedume do trabalho, da tragédia da fome, das perturbações do silêncio. Competíamos com a linguagem da caixa que mudou o mundo. E fomos, porventura, mais longe, ao introduzirmos, no meio “sacral” da TV as altas referências simbólicas do cristianismo.

O mais representativo feed-back dos 400 programas que fiz durante a década de oitenta em que estive na realização do “70 x 7”, foi a imprensa, sobretudo a laica, que mais reflectiu no que acontecia de novo no programa. Mário Castrim, o indefectível crítico do Diário de Lisboa, não deixava de se referir às surpresas que chegavam via Igreja Católica…

A longevidade do programa deve-se, diga-se em abono da verdade, à tenacidade de uma equipa que se desmultiplicou em esforços e em alguns casos para além do que é consentido à força humana. Apesar da generosa operacionalidade da equipa, por vezes à procura (como os realizadores) do melhor momento criativo, foram muitas as noites e os dias contados, de norte a sul do país, incluindo todas as ilhas, que ensoparam a camisola que, com profissionalismo, tínhamos todos vestido. E aqui o vil metal estava longe de pagar o que jamais teve preço – a criatividade.

O advento das televisões privadas e sobretudo esse pecado mortal da televisão da Igreja, veio perturbar o percurso do programa, entretanto a competir com outros tempos de informação e comunicação religiosa. A colocação sem piedade, no segundo canal, (impossibilitando a sua chegada ao universo da emigração portuguesa) foi outra machadada nas ambições do programa, então nas mãos generosas quase exclusivas de leigos. Seria, porventura, necessário um maior arsenal de artilharia para o combate dos satélites…

Hoje, entregue a dinâmicas religiosas, aparentemente mais preocupadas com o lucro financeiro que o serviço às comunidades e pessoas que se interessam pelo transcendente, o programa corre o risco de não acender nenhuma lareira, salvaguardado o profissionalismo dos jornalistas que, semanalmente, o põem ainda no ar, nesse lugar de degredo (09,30) que é a hora do sono dos espectadores, sobretudo dos meios urbanos. Se a hierarquia não me mereceu qualquer referência neste texto é porque pecou por omissão. Se é verdade que não impediu a liberdade – esse valor cada vez mais em causa nos dias que correm – não amou de coração o lugar mais decisivo para as tarefas da humanização.

Manuel Vilas-Boas, Ex-realizador do “70×7”

Temas 70×7

O programa 70×7, em 25 anos, completou mais de 1250 emissões. Eu tive o privilégio de ser colaborador desde as primeiras emissões e a responsabilidade de ser coordenador geral do programa, durante mais de dez anos, entre Setembro de 1992 e Maio de 2003.

Enquanto trabalhei no 70×7, nunca faltaram temas para abordar. O problema esteve sempre na escolha e no ângulo de abordagem. Uma das preocupações essenciais era divulgar as “boas práticas” dos movimentos e das comunidades cristãs e promover o diálogo da Igreja com o mundo contemporâneo. A Igreja acolhe movimentos conservadores e progressistas. O programa não excluiu ninguém, mas deu uma atenção especial aos cristãos que se empenham, com todos os homens de boa vontade, na construção de um mundo mais justo e solidário.

Olhando para trás, verifico que muitos programas, talvez a maioria, são reportagens feitas junto de instituições (Misericórdias, Caritas diocesanas, centros sociais e paroquiais ou congregações religiosas) comprometidas no apoio aos mais pobres e marginalizados: crianças abandonadas, mães solteiras, prostitutas, deficientes, presos, pessoas sem abrigo, doentes de sida, alcoólicos, toxicodepen-dentes, imigrantes e desempregados. Todos os que trabalharam no 70×7, puderam testemunhar a solidariedade sem limites de muitas pessoas que, em nome da sua fé, dão a vida pelos mais fracos.

O programa promove o conhecimento do cristianismo como fonte da nossa identidade cultural. Sem perder a sua marca, 70×7 sempre foi um espaço para o diálogo com o mundo contemporâneo, o mundo da política, da educação, da saúde, da cultura, da ciência e da arte. Neste sentido, ouviu crentes e não crentes e mostrou a importância do religioso na obra de alguns escritores: Antero de Quental, José Régio, Miguel Torga, Sebastião da Gama, Almada Negreiros, Vitorino Nemé-sio, Rui Cinatti e Sofia de Mello Breyner, entre outros. Nunca fugimos à discussão dos problemas e desafios da actualidade, à luz dos valores cristãos. Abordámos, sem complexos, o aborto, o planeamento familiar, a educação sexual nas escolas, a eutanásia… Não houve temas interditos, mesmo quando tocavam em assuntos mais delicados como, por exemplo, o celibato dos padres, a ordenação de homens casados, o papel da mulher na Igreja ou a religião e a guerra. O facto de haver católicos com perspectivas diferentes sobre alguns destes temas não nos inibiu de os tratar. 70×7 é um programa católico, mas não é sectário.

Desde o primeiro ano de emissões, deu atenção ao diálogo ecuménico e inter-religioso. O diálogo aberto e construtivo com cristãos, judeus e muçulmanos continuou depois do aparecimento do programa “Caminhos”, o primeiro programa televisivo para as outras confissões religiosas. Não se conhece com rigor o perfil dos espectadores de 70×7. Mas recebemos reacções de católicos pouco praticantes e até de não crentes que se interessam pelo fenómeno religioso, abordado com abertura de espírito. As reacções deram-nos força para continuar. Estão de parabéns todos aqueles que construíram o 70×7, a começar pelo Pe António Rego e pelo Manuel Villas-Boas.

Este projecto tem merecido o aplauso de alguns meios de comunicação social, foi objecto de uma tese de mestrado e já ganhou prémios internacionais. Ao celebrar os 25 anos do 70×7, atrevo-me a pedir a alguns responsáveis da Igreja que se interessem mais por este programa histórico, que faz parte do nosso património cultural. À RTP sugiro que volte a oferecer ao público, através do canal “Memória”, algumas emissões do programa mais antigo da televisão em Portugal.

António Estanqueiro Ex-Coordenador Geral de 70×7

70×7 – História

Negociou com a RTP um programa para a Igreja Católica. D. António Marcelino, em entrevista ao Programa de Ecclesia, recordou os passos que conduziram ao programa que se chamaria 70×7. São excertos dessa entrevista que aqui se transcrevem.

ECCLESIA – Onde se encontram as raízes do 70×7?

D. António Marcelino – Havia um programa – “O Dia do Senhor”, de que foi responsável, por várias vezes, o Cardeal António Ribeiro – e esse programa terminou, precisamente, com a Revolução de Abril. Depois disso, só ficou a Missa, com uma única câmara… Assumi funções, dentro da Conferência Episcopal Portuguesa, na área da comunicação social em Outubro de 1975 e foi uma das minhas preocupações, depois do Verão quente: o que poderíamos fazer de novo! Tentámos uma presença na televisão no Dia Mundial das Comunicações Sociais, que nos foi negada. Depois puseram-nos condições para poder lá ir de tal forma que eu não as admiti e não quis.

Ecclesia – Como se ultrapassou essa situação?

AM – Houve qualquer coisa na própria Televisão e o presidente da altura, Major Pedroso, veio ter comigo e disse-me que iríamos ter um espaço para a Religião. No primeiro Governo Constitucional de Mário Soares, começámos uma conversa longa com a RTP e ficou acordado que iríamos ter um tempo na televisão. Depois houve uma desconfiança sobre o que poderia ser e fui chamado para me dizerem que já não havia tempo para nós. Tive de argumentar se o Governo era ou não de confiança, porque já tinha dito que sim, mas afinal não. Lá acabaram por dizer que sim, que seria quinzenal e teria de ser visionado uns dias antes o que íamos fazer (sem nunca lhe chamarem censura). Depois acabaram por exigir que contratássemos uma empresa para fazer o programa, ficámos sem saber como pagar. A RTP deu-nos uma quantia determinada, contratámos a empresa e começamos a fazer o programa.

Ecclesia – Recorda os conteúdos do primeiro programa?

AM – A primeira emissão contou com uma explicação Bíblica do 70×7, uma intervenção minha sobre o programa, mas ficou muito pobre, com os meios disponíveis na altura. O Pe. António Rego era, contudo, um mestre, apoiou-se em gente competente e o programa avançou. Em 1979, veio a própria RTP pedir que o programa passasse a semanal, porque era muito considerado. O director de programação disponibilizou os estúdios para alguma gravação, se fosse preciso… O programa chegou até a ser gravado na minha casa.

Ecclesia – Como se solidificou o projecto?

AM – O Pe. Rego começou a fazer uma coisa maravilhosa, que foi levar o programa por esse país fora e ao longo destes 25 anos foi a todas as dioceses do país e a outros países irmãos. Ganhou, de facto, uma dimensão muito grande, foi melhorando do ponto de vista técnico e foi ganhando uma boa adesão. Sofremos um atropelo muito grande com a mudança da hora, porque na altura passava no canal 1, ao meio-dia.

Ecclesia – O que terá contribuído para longevidade do programa?

AM – Olhando para trás, penso que a grande vantagem foi não entrarmos com um programa do tipo apologético, mas numa linguagem mais aberta, do pós-Concílio, do pós-Revolução, e o 70×7 teve um papel importantíssimo por estar presente e dar oportunidade às outras confissões de ganhar o seu próprio espaço.

Ecclesia – Qual era o público alvo quando começaram o programa?

AM – Ele era verdadeiramente para toda a gente, porque pretendíamos que mesmo quem não era católico, fosse mudando a ideia que tinha da Igreja. Foi nessa linha que ele vingou. Eu vi reacções um pouco por todo o lado e ainda hoje ele continua a ser apreciado pelas problemáticas que traz, pelo diálogo com o mundo, pela visão outra da Igreja.

Setenta Vezes Sete: a sua importância no campo do simbólico

Em 1993/1994, num momento em que me empenhava na busca de fundamentos teóricos que sustentassem a reconhecida importância comunicacional e pedagógica dos elementos de ordem simbólica no campo audiovisual, considerei como um instrumento de interesse para análise, a rubrica católica da RTP, Setenta Vezes Sete, que por essa altura cumpria quinze anos de existência. Daqui brotou o corpus de um trabalho de natureza académica em que quatro programas temáticos de Setenta Vezes Sete, dos anos oitenta e da autoria do Padre António Rego e do jornalista Manuel Vilas-Boas, constituíram o núcleo para uma aprofun-dada investigação sobre a natureza do simbólico e as suas potencialidades no campo educacional, com instrumentos de expressão audiovisual. Tal possibilitou a testagem daqueles programas – com aplicação de inquéritos – o que revelou as suas grandes potencialidades de comunicação (para além de outras de natureza religiosa) contidas no tratamento audiovisual de temas como a Morte, o Pão, o Silêncio e a abordagem da ritualiza-ção simbólica da vida monástica, tal como se apresentava na Cartuxa de Évora, um programa premiado internacionalmente. Esta aproximação de carácter científico ao Programa veio revelar como Setenta Vezes Sete, sobretudo nas suas manifestações de carácter temático, envolvia complexas e importantes premissas, sublinhadas por investigadores de várias disciplinas, mas todos confluindo para a revalorização do simbólico no que este possui de mais genuíno: o cósmico, o onírico e o poético, ou seja, a epifania do mistério. Na verdade, para além das traves no domínio da comunicação, estão em jogo elementos decisivos no campo da antropologia e da psicologia que estimulam valores relacionados com o dinamismo organizador da imaginação e da criatividade, essa “hipótese fecunda”, como caracteriza o filósofo francês Gaston Bachelard. O facto de a rubrica se apresentar em contexto religioso enfatizava também a problemática referente à vivência da “via simbólica” no interior da prática do cristianismo, na contemporaneidade, concretamente na Igreja Católica. Por outro lado, pelo facto de estar em jogo um programa de televisão, Setenta Vezes Sete era ocasião para se equacionar como a Igreja se relacionava com os media, à época, tendo em conta o labor conciliar. No fundo, interessava saber como se articulava o simbólico, vivido no interior da Igreja, expresso nos códigos do discurso religioso televisivo. Por tudo o que sinteticamente se enuncia verificamos estar perante programas que honram simultaneamente a Igreja e o operador televisivo que os produz, a RTP. Carlos Capucho Docente da UCP, doutorando em Ciências da Comunicação

Por detrás da câmara

É conhecido o frequente incómodo dos que, avisados ou de surpresa, enfrentam o olho negro duma câmara de televisão para uma entrevista ou um testemunho. Mas quem, por dever de ofício, se coloca por detrás do estranho «aparelhómetro», não fica imune a emoções, seja o operador de imagem ou de som, realizador ou técnico de pós-produção.

Durante largos anos aprendiz de feiticeiro no «70×7», bem conheço esse aperto no peito que quase sempre nos assalta antes da tripla voz «silêncio – gravar – acção!», por muito calo que o tempo nos tenha dado. Mais do que o brio profissional, é a consciência de estarmos a tocar a maravilha de gente de carne e osso, que o Espírito misteriosamente anima, sejam pobres ou doutores, excluídos da sociedade ou figuras de relevo.

Há sempre uma intromissão na esfera do privado que a imagem – longe de ser neutra – pode caricaturar, deformar, falsificar. E isto está muito para além do desejo de que o trabalho seja escorreito e honesto. Mas há um outro tipo de sentimento que não poucas vezes me invadiu e cuja etiologia é ligeiramente diversa – um nó na garganta quando a autenticidade, na sua pureza mais singela, se expõe, desarmada, ao olho indiscreto da objectiva.

Há uma boa meia dúzia de anos, uma comunidade de monjas de clausura abriu-nos as portas do seu mosteiro. Era notória a mútua curiosidade: de um lado, três homens com câmaras, micros e luzes, não pouco embaraçados por aquele espaço de silêncio, trabalho e oração; do outro, mulheres de vida cortada da confusão dos tempos modernos, no desejo sorridente de acolher a estranheza electrónica e a curiosidade jornalística. Eram dois mundos frente a frente que, pela primeira vez, procuravam comunicar e entenderem-se. Confesso que a ponte foi lançada e atravessada com muito mais agilidade e rapidez pelas religiosas. Foi vê-las a quererem à viva força esticar cabos e carregar tripés, mudarem os horários do Ofício Divino para que os senhores da televisão não tivessem que se levantar tão cedo, deixarem que gravássemos em som e imagem os seus trabalhos no campo e na costura, a cozinha e as parcas refeições, o estudo, a oração, o tempo de recreio e até – privilégio único! – o espaço da sua clausura.

Perante a singela disponibilidade, o escrúpulo era nosso. Mostramos estes planos? Vamos deixar esta entrevista? Cristãos, mas nem todos praticantes, a equipa estava abismada e comovida. E sem saber bem como, vimo-nos a contar àqueles rostos atentos e acolhedores, pedaços das nossas vidas. E à noite, na oração da comunidade, ouvimo-las pedir por nós e pelas nossas famílias, entre tantas outras intenções a que não eram estranhos nenhum dos grandes problemas do mundo. Com um nó na garganta, sentimos que tínhamos tocado ao de leve o sentido daquelas vidas.

Pouco tempo depois, fui submetido a uma intervenção cirúrgica de alguma gravidade. Certa noite a minha mulher recebeu um inesperado telefonema. Era a madre superiora, em nome das irmãs, a saber do meu estado e a dizer que toda a comunidade, todos os dias, rezava por mim.

Manuel Frazão, Ex-realizador do 70×7

HISTÓRIA

 

FICHA TÉCNICA

Editor:
Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja Católica

Produtores:
Graficine, de 21-10-1979 até 26.01.03; Logomédia: 02-02-2003 a 30.12.2012; Secretariado Nacional das Comunicações Sociais/Agência ECCLESIA: desde 1 de janeiro de 2013)

Primeira emissão:
21-10-1979, na RTP1. Programa quinzenal, no primeiro ano, passou a semanal em Novembro de 1980.

Horários:
Inicialmente, emissão às 12h 30, na RTP1. Mais tarde, na RTP2, passou para as 10 horas. Actualmente é transmitido pelas 17h00, em cada domingo, na RTP2..

Primeiros realizadores:
Pe. António Rego e Manuel Villas-Boas.

Coordenação do programa:
O Pe. António Rego foi o principal responsável do programa, até 1992, ano em que assumiu a Direcção de Informação da TVI; António Estanqueiro, colaborador do programa desde o início das emissões, foi coordenador geral, entre 06-09-1992 e 04-05-2003. A partir dessa data é editor-executivo do 70×7 Paulo Rocha.

Prémios internacionais:
Prémio da Associação Católica Internacional de Cinema e Televisão, concedido ao programa “A Cartuxa” (emitido em Abril de 1982), e prémio do Festival Ecuménico Europeu, concedido ao programa “A Cinza e a Morte” (emitido em Novembro de 1985).

Investigação:
Em 1994, quatro programas 70×7 (A Cartuxa, A Cinza e a Morte, O Som do Silêncio, A Terra e o Pão) serviram de base a uma tese de mestrado em Comunicação Educacional Multimédia, defendida pelo Dr. Carlos Capucho, na Universidade Aberta.

Ficha técnica
Foram muitos os responsáveis pela realização do programa, ao longo do tempo. Destacam-se: Pe António Rego, Manuel Villas-Boas, António Estanqueiro, Pe Vítor Gonçalves, Manuel Frazão, Luís Santos, Joaquim Franco e Manuel Prates. Atualmente, o programa é produzido pela redação da Agência ECCLESIA.