Presidente da Conferência Episcopal nigeriana acusa políticos pela morte de 125 pessoas

A explosão de um lance de oleoduto que há uma semana matou de mais de cem pessoas é fruto da negligência de quem deveria controlar uma das instalações mais importantes da Nigéria, denunciou o presidente do episcopado do país, arcebispo John Olorunfemi Onaiyekan. A tragédia ocorreu próximo da povoação de Amaokwe Oghughe, 50 quilómetros a norte de Umuahia, capital do Estado de Abia, sudeste nigeriano. Uma chama provocou o incêndio, próximo de um ponto do oleoduto do qual saía petróleo há algum tempo. As autoridades não deram notícia do que ocorreu até este fim de semana. Segundo o número divulgado pela Cruz Vermelha nigeriana, o número de falecidos eleva-se a 125. Desde 1998 até a actualidade, é o nono desastre ocorrido no oleoduto da Nigéria com centenas de vítimas fatais. «A indiferença dos responsáveis pela indústria petrolífera, a ignorância e a pobreza de quem esburaca os tubos para roubar o carburante estão na base destas tragédias», afirmou D. Onaiyekan, arcebispo de Abuja. O prelado descreveu a rede de oleodutos nigeriana, que passa por zonas habitadas, por povoados e campos cultivados e que não está enterrada, tronando-se um alvo apetecível para os ladrões. «Todos roubam um pouco: desde os camponeses que fazem um buraco nas tubulações sobre os seus campos e tiram o petróleo com tubos até as organizações criminosas, que enchem cisternas completas», confirmou.

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