Leão XIV apresenta exemplos de santidade para os jovens

Cidade do Vaticano, 09 ago 2026 (Ecclesia) – O Papa alertou hoje contra a arrogância nos momentos de triunfo pessoal e apelou à resistência perante o desespero.
“Não devemos perder a esperança, mesmo nos momentos de escuridão, quando nos sentimos impotentes perante os problemas que, apesar dos nossos esforços, nos fazem pensar que estamos a recuar em vez de avançar”, disse, durante a recitação dominical do ângelus.
A reflexão partiu do episódio evangélico em que Jesus caminha sobre as águas do mar da Galileia.
“Este milagre ensina-nos algo importante: em primeiro lugar, a não nos vangloriarmos pelo sucesso e a nunca nos considerarmos superiores aos outros”, advertiu Leão XIV aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
Falando desde a janela do apartamento pontifício, o Papa destacou que a experiência da própria fragilidade constitui uma etapa necessária para afastar as ilusões de grandeza, como aconteceu com os discípulos de Jesus.
“Para chegar a este ponto, não lhes bastou assistir a um milagre, nem ter tido bom êxito diante das pessoas”, recordou, ao descrever o pânico dos apóstolos durante a tempestade.
Perante adversidades imprevisíveis e o vento contrário, acrescentou Leão XIV, “a presença do Senhor muda tudo”
Em qualquer circunstância, Jesus não nos abandona e, se o acolhermos humildemente no barco da nossa vida, nele encontraremos a paz, a luz e a força para o nosso caminho.”
Após a oração, o Papa saudou os vários grupos de jovens e adolescentes que dedicam “alguns dias de férias a atividades formativas e de amizade”, falando num “sinal de esperança”, tal como foi o encontro dos jovens franciscanos a que presidiu na última quinta-feira, em Assis.
“A todos vós, rapazes e raparigas que me escutais, desejo recordar que, nestes dias, o calendário litúrgico propõe algumas admiráveis figuras de santos e santas que vos convido a conhecer melhor”, indicou.
Leão XIV recordou as celebrações litúrgicas de São Domingos, fundador dos Dominicanos; de Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein, carmelita morta em Auschwitz e copadroeira da Europa; de São Lourenço, diácono da Igreja de Roma; e de Santa Clara de Assis, “que deixou uma vida abastada para seguir Jesus, pobre e humilde, à semelhança do seu concidadão São Francisco”.
“Caros jovens, deixai-vos entusiasmar por estas exemplares testemunhas do Evangelho”, concluiu.
OC
