Foto: Lusa

Lisboa, 26 mar 2019 (Ecclesia) – As organizações não-governamentais para o desenvolvimento (ONGDS) ‘SOPRO’ e ‘Rosto Solidário’, respetivamente ligadas aos Irmãos de La Salle e aos Missionários Passionistas, estão a dinamizar campanhas solidárias de recolha de material e fundos para as populações de Moçambique.

A ‘SOPRO’ informa que está a angariar fundos e material para a Escola João XXIII, Colégio La Salle e Centro Educacional e Assistencial de La Salle, que “é necessário reabrir””, numa cooperação com a Comunidade de La Salle Moçambique.

No seu sítio online, a ONGD de solidariedade e promoção refere que é preciso fazer a contagem dos alunos e tirá-los “das zonas de perigo para evitar a propagação de doenças, como a cólera”.

“As notícias são de esperança e com muita vontade de reconstruir o mais rapidamente possível”, adianta ainda dos contactos que tem efetuado a organização fundada em 1996, por alunos voluntários do Colégio La Salle, em Barcelinhos (Barcelos).

Para ajudar as comunidades moçambicanas da cidade da Beira, a ‘SOPRO’ está a pedir, por exemplo, roupa e calçado (galochas de vários tamanhos) para criança, mulher e homem de “todos os tamanhos”, têxtil (cobertores e toalhas), utensílios de cozinha, manuais e material escolar, bem como material de primeiros socorros e luvas.

A ONGD adianta que também está a enviar ajuda para as missões da associação ESMABAMA, que se “encontram numa situação muito delicada”, as aldeias “junto aos rios desapareceram”.

A ‘Rosto Solidário’, com os Missionários Passionistas, estão a promover uma campanha de solidariedade, que se “centra na recolha de fundos”, para apoiar a resposta de emergência em Moçambique.

A organização não-governamental para o desenvolvimento informa que o montante angariado vai ser entregue à Igreja Católica em Moçambique, nomeadamente ao missionário Passionista D. Luiz Fernando Lisboa, o bispo de Pemba e secretário-geral da Conferência Episcopal de Moçambique.

“As zonas e setores onde estes fundos serão aplicados serão decididos em função das necessidades prioritárias”, acrescenta a ‘Rosto Solidário’ que apela ao apoio a “reconstrução das comunidades afetadas” pelo ciclone.

O ciclone Idai atingiu três países africanos, a partir de 14 março; no caso de Moçambique, em particular a zona da cidade da Beira, o desastre provocou 447 mortos, 1500 feridos e mais de 30 mil casas destruídas ou danificadas, num total de 1,85 milhões de pessoas afetadas.

CB/OC

Solidariedade: Campanhas para ajudar as vítimas do ciclone em Moçambique

Partilhar:
Share