Padre Carlos Godinho pede atividade «ambientalmente sustentável»

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Lisboa, 27 set 2020 (Ecclesia) – O diretor da Obra Nacional da Pastoral do Turismo, padre Carlos Godinho refere na Mensagem para o Dia Mundial do Turismo 2020, que se assinala hoje, que mundo rural pode ser uma “oportunidade” para o país.

“O Turismo Rural ou o Agroturismo, permitindo este contacto direto e mais genuíno com a natureza, com as culturas e tradições locais, em ambiente familiar ou de pequeno grupo, permite igualmente um reconhecimento e incremento da atividade agrícola, entre nós subalternizada nas últimas décadas, fomentando um reequilíbrio das diversas atividades produtivas, nomeadamente neste setor primário”, pode ler-se, na nota enviada à Agência ECCLESIA. 

O padre Carlos Godinho destaca ainda que este tipo de Turismo “pode desempenhar também essa missão indireta de retoma de algumas atividades agrícolas, de desenvolvimento da pecuária e, particularmente, do incremento da silvicultura, num país tão assolado pelos incêndios e a precisar de reflorestação”. 

A nota ainda refere a necessidade de promoção de um “turismo ambientalmente sustentável”.

O responsável admite que a “atividade turística continua a viver dias muito difíceis”, por se viver ainda com “mobilidade muito limitada” e que Portugal beneficiou no verão “de algum dinamismo interno, particularmente nas zonas mais interiores e de menor densidade populacional”.

“Podemos dizer mesmo que aí a atividade económica até teve um dinamismo acrescido. Todavia, na generalidade do território, com destaque para os espaços geográficos que vivem essencialmente do turismo, as perdas foram muito grandes”, aponta.

No fim da nota o sacerdote acrescenta ainda que a “promoção do turismo rural e de natureza pode ajudar a repensar o conceito de lazer” e “capaz de servir um descanso eficaz de quem nos visita”.

“Um desenvolvimento humano integral, no reencontro consigo, no encontro com os outros, partilhado com os amigos ou os familiares, na valorização das culturas locais e suas expressões materiais e imateriais; bem como no reencontro sempre renovado com Deus, através das suas criaturas, onde a natureza ocupa um espaço de excelência, pois, não raro, pela sua beleza nos eleva à contemplação da beleza do Criador”, conclui.

SN

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