Porto: «Ser Porto: formar, reformar, transformar» é o título do sínodo diocesano

D. Manuel Linda anunciou a abertura dos trabalhos sinodais no Dia de Pentecostes

Foto Diocese do Porto, Missa Crismal

Porto, 02 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo do Porto presidiu hoje à Missa Crismal e anunciou que o título do sínodo diocesano vai ter o título “Ser Porto: formar, reformar, transformar”.

“​A nossa Diocese do Porto optou decididamente por um Sínodo diocesano. Terá este título ou mote: ‘SER PORTO: formar, reformar, transformar’”, anunciou D. Manuel Linda na homilia da Missa Crismal, na Sé do Porto, na manhã desta Quinta-feira da Semana Santa.

“Como tem sido divulgado, muito trabalho já se fez e, se Deus quiser, no próximo dia de Pentecostes, será aberto solenemente, proposta a metodologia e linhas de força e apresentada a calendarização. Antevejo-o como uma consumação da esperança para a nossa Igreja”, afirmou D. Manuel Linda.

O bispo do Porto acrescentou que o “êxito ou fracasso” do sínodo diocesano dependem “em parte determinante, do empenho dos ministros ordenados”.

“Não duvido que todos daremos o mais generoso contributo. Como parte de uma Igreja concreta, cuja missão se faz em constante relação com os fiéis e as diversas vocações nela presentes, seremos motores, incentivadores, dinamizadores de todos os leigos e mesmo de outros homens e mulheres de boa vontade”, afirmou.

D. Manuel Linda disse que o sínodo diocesano e a projeção de uma Igreja que inclua todas vai constituir “uma das maiores ocupações e preocupações dos próximos tempos”.

“O Sínodo não é um parlamento, uma panaceia, uma ilusão, mas um espaço para escutar o Espírito e discernir como ser Igreja hoje, ultrapassando zonas cinzentas para um renovado impulso missionário. Então, pelo amor que temos a Jesus e à sua Igreja, demos-lhe o relevo que ele merece”

Na Eucaristia onde são benzidos os óleos para os sacramentos do batismo, confirmação e unção dos doentes, e participada pela grande maioria dos sacerdotes da diocese, que renovam as suas promessas sacerdotais, o bispo do Porto apelou a um “serviço integrado no povo de Deus e partilhado na corresponsabilidade”.

“Sabemos que, por motivos históricos, à medida que se acentuou o clericalismo, mais os leigos se tornaram meros «consumidores». E hoje, consumidores exigentes. Só ultrapassaremos isso promovendo a participação de todos”, afirmou.

“É necessária, de facto, uma Igreja mais ‘horizontal’. Uma Igreja que não põe em causa a ‘hierarquia’, mas na qual o ministro é irmão entre os irmãos, apesar do seu papel específico de líder”.

D. Manuel Linda lembrou que “sem o Espírito, a Igreja fica uma mera organização humana” que, “por mais importante e simpática que o seja, jamais ligará a terra ao céu”.

Na homilia da Missa Crismal, o bispo do Porto lembrou os sacerdotes falecidos no último ano, saudou os “novos ‘reforços’”, diáconos e sacerdotes, e agradeceu a todos os sacerdotes, nomeadamente os que celebram “bodas sacerdotais os seguintes bons servidores do Evangelho”.

PR

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