Vila Real: Bispo pediu «uma comunhão mais plena» na vida da Igreja e «participação mais efetiva» dos leigos

«Os desafios do presente e a renovação da Igreja requerem presbitérios unidos, com forte sentido de serviço», indicou D. António Augusto Azevedo aos sacerdotes

Foto: Diocese de Vila Real

Vila Real, 02 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo de Vila Real apelou a que as assembleias sinodais que vão realizar na diocese signifiquem “experiências de graça e comunhão”, e representem marcos de “uma verdadeira renovação pastoral”, hoje, na homilia da Missa Crismal, na Sé.

“Passados mais de meio século do concílio é tempo de concretizar uma comunhão mais plena na vida da Igreja e uma participação mais efetiva dos leigos”, disse D. António Augusto Azevedo, na homilia enviada à Agência ECCLESIA.

O bispo de Vila Real fez um apelo a que as assembleias sinodais que se irão realizar nos vários arciprestados e paróquias da diocese “signifiquem experiências de graça e comunhão e representem marcos de uma verdadeira renovação pastoral”, neste ano que em a Igreja nos convida ao aprofundamento e à implementação do percurso sinodal.

“O crescimento da sinodalidade deverá ter ainda como efeito a revitalização do ministério dos presbíteros, exercido cada vez mais numa lógica de colaboração, partilha e entreajuda. O espírito sinodal favorecerá a reorganização das nossas comunidades, aprofundará a colaboração entre elas e ajudará os sacerdotes a trabalharem de forma mais articulada”, desenvolveu.

D. António Augusto Azevedo salientou que a celebração da Páscoa convida os sacerdotes e todos os batizados “a reafirmar a fé”, é um momento especial para verem “com olhos límpidos a originalidade e a força da fé”, porque a rotina pode “gerar cansaço, a repetição suscitar distração, as contrariedades produzirem desgaste interior”.

O bispo de Vila Real, que alertou para alguns “sinais preocupantes” a partir de uma carta do Papa Leão XIV ao clero de Madrid (Espanha), mas destacou outros que são “esperança”, com “a abertura à fé por parte da geração mais jovem”, a busca da fé e a redescoberta de Jesus Cristo e das Escrituras “por parte de um número crescente de pessoas”, e é fundamental discernirem esses sinais.

“Estes sinais valorizam a atualidade do sacerdócio e o seu papel na resposta a estes desafios. Não se trata de inventar novos modelos, de copiar a vida mundana ou replicar modelos do passado, mas de ser discípulo fiel do Senhor”, acrescentou.

Na homilia da Missa Crismal, nesta manhã de Quinta-feira Santa, bispo de Vila Real manifestou “o seu reconhecimento” pelo trabalho e dedicação dos sacerdotes “em favor do Povo de Deus desta diocese”, “são incansáveis em entrega e disponibilidade”, com trabalho empenhativo ao serviço das comunidades, “muitas vezes em contextos difíceis”.

Foto: Diocese de Vila Real

D. António Augusto Azevedo lembrou, a partir da Carta Apostólica ‘Uma fidelidade que gera futuro’, do Papa Leão XIV, que na vida sacerdotal “é a fidelidade no presente que abre a possibilidade de um futuro melhor”.

“Este tempo desafia-nos, pois, a uma presença fiel e a um compromisso alegre e disponível. Não pode ser um tempo de cedência ao desânimo ou de receio face às dificuldades”, indicou, salientando que pelo Sacramento da Ordem passam “a fazer parte de um presbitério”.

“Os desafios do presente e a renovação da Igreja requerem presbitérios unidos, com forte sentido de serviço.”

A Missa Crismal reúne os padres na Sé de cada diocese, onde renovam as promessas sacerdotais, e durante a celebração são benzidos os óleos destinados ao Crisma, aos doentes e à celebração do Batismo.

CB

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