Presidente da Banda de Matosinhos/Leça e vocalista do grupo GNR descreve as dificuldades de lançar primeiro CD em tempo de pandemia

Foto: Banda de Matosinhos/Leça

Porto, 12 ago 2022 (Ecclesia) – Rui Reininho, presidente da Associação da Banda de Matosinhos/Leça, contou à Agência ECCLESIA as dificuldades de lançarem o primeiro CD da banda, em tempo de pandemia, e como é emocionante “sentir o orgulho das pessoas ao ver a banda passar”.

“Mantenho o lado infantil de ver uma banda a marchar na rua e apetece-me aderir e marchar, acompanhei a nossa banda, na última festa do Senhor de Matosinhos lá acompanhei a banda e acho muito bonito ver o carinho que há pela banda”, explica o vocalista do grupo GNR.

O cantor assumiu a presidência da Associação Banda de Matosinhos/Leça depois de convites para “reanimar a banda”, fundada em 1886. 

“Congregar a a comunidade, o convívio, as pessoas encontrarem-se, e nos últimos 100 anos as bandas têm tido um papel social muito importante, a mim emociona-me ver esta história das bandas e aceitei o desafio, emociona-me sentir o orgulho das pessoas a ver ‘a Banda passar’, como na letra do Chico Buarque”, recorda. 

Foto: Banda de Matosinhos/Leça

Rui Reininho partilhou que a banda tinha necessidade de “ultrapassar o marasmo e a inércia” mas que “em Matosinhos não basta vestir a camisola”, porque a “proximidade e postura das gentes” é de “caráter forte e incisivo”.

A ideia de gravar um CD teve o apoio da autarquia, mas “não foi fácil porque havia muitas limitações no espaço para reunir a banda para a gravação”, em tempo de pandemia, o responsável enaltece ainda o esforço que resulta “num CD com temas originais”.

“Tem inéditos, com arranjos do compositor Helder Bettencourt, mas o cartão de visita é o tema do Senhor de Matosinhos, bem conhecido entre todos”, indica.

Rui Reininho marca presença nos ensaios, “quando a vida profissional permite”, e revela “um grande gosto de estar com os mais de 20 elementos da banda”. 

“É gente muito tímida, mas estou sempre disposto a trocar impressões e fico tão contente de ver alguns jovens, até menores, que estão ali nos ensaios sem olhar para o telemóvel, acho que há um respeito por este espaço de ensaio e convívio que queremos manter”, assume. 

Apesar destes dois anos difíceis, a banda vai já tendo “o calendário preenchido com algumas atuações no mês de agosto”, embora nem sempre se torne fácil cumprir deslocações longínquas que “levam um dia inteiro fora de casa”.

No panorama musical há mais de 40 anos, Rui Reininho nunca tocou na banda mas, se tal fosse possível, optava pela “percussão ou pelos pratos”, que considera ser um “momento genial” em cada atuação.

“Gosto de todos os instrumentos, mas destaco os mais delicados como o clarinete, o oboé e as trompas… e até a tuba que tem o seu lado teatral e cómico, também observo muito os maestros, a necessidade e o prazer de ser dirigido por um maestro”, afirma.

O entrevistado adianta ainda que a Banda vai ter um aniversário especial, em setembro.

“A Banda de Matosinhos/Leça cumprirá os 136 anos em setembro e aí queremos uma grande festa, com intercâmbio com outras bandas”, avança Rui Reininho. 

A história e importância da Banda de Matosinhos/Leça é o mote do programa de rádio ECCLESIA deste sábado, 13 de agosto, pelas 06h00 na Antena 1 da rádio pública, ficando depois disponível online.

SN

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