Estas experimentam a “fúria e agressividade” que está a presidir a “uma sociedade violenta”

Foto Voz Portucalense

Porto, 07 Mai 2022 (Ecclesia) – O Bispo do Porto realçou, na bênção das motos e capacetes das Forças de Segurança, que estas constituem “um dos barómetros mais sensíveis das contradições da sociedade”.

Na homilia, esta sexta-feira, na Sé do Porto, D. Manuel Linda sublinhou que aquele momento constitui “direta ou indiretamente, um conjunto de afirmações eloquentes, que se dizem com palavras e, ainda mais, com os gestos: uma fé, mais expressa ou intuída, que projeta para Deus; o reconhecimento das debilidades e carências e o consequente pedido de ajuda divina; o reconhecimento implícito de que este serviço ao bem comum da sociedade é difícil e, muitas vezes, perigoso, e que, como tal, necessita da proteção do Céu”, lê-se no documento enviado à Agência ECCLESIA.

Aos presentes, o Bispo do Porto referiu que estes “experimentam diariamente a fúria e agressividade que está a presidir a uma sociedade violenta e, por vezes, desorientada”

“Se alguém compreende essa vossa dor, é a Igreja. Não só pela sua especial sensibilidade a tudo o que é humano, mas, particularmente, porque também experimenta isso com muita frequência”, acrescenta D. Manuel Linda.

Aos agentes das Forças de Segurança, o Bispo do Porto disse que “a elevada função social” que exercem “é ingrata” porque se vive “uma época de profunda valorização da liberdade individual”.

Para as duas polícias presentes – a de Segurança Pública e a Municipal – D. Manuel Linda pediu a proteção de São Miguel Arcanjo, “vosso padroeiro”.

“Para a Guarda Nacional Republicana, por intermédio de Nossa Senhora do Carmo, aqui venerada como Nossa Senhora da Vandoma, mas sempre a Mãe de Jesus e Mãe de todos nós”, conclui.

LFS

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