Sal foi transformado em arte para assinalar Ano Jacobeu

Porto, 26 jul 2021 (Ecclesia) – Um conjunto de cinco paróquias de Espinho assinalou o Ano Santo Compostelano com a elaboração de tapetes de sal, evocando a experiência do Caminho de Santiago e o sentido de peregrinação.

Susana Belo, responsável pela organização da iniciativa em Espinho, disse hoje à Agência ECCLESIA que o desafio foi recebido com entusiasmo, fez unir as comunidades e “interpelar” a população acerca da vivência de peregrinação a Santiago de Compostela. 

“O grupo de Tapetes de S. Martinho de Anta recebeu o convite em 2019, através da sua página do Facebook, eu assumi o projeto fazendo apenas sentido se fosse abrangente às outras paróquias, e foram constituídos grupos de trabalho com muito entusiasmo”, assinalou a entrevistada.

O convite partiu da organização que promoveu o maior evento mundial de tapetes, a Comisión Gestora de Entidades Alfombristas del Camino de Santiago, visando a promoção dos Caminhos de Santiago e do Ano Xacobeo 2021.

“O desenho deste tapete mundial, do autor Miguel A. Laguna de Chinchon – Espanha, representa os símbolos que movem os peregrinos por todo o mundo e fomos sonhando fazer os nossos tapetes, seja com sal, flores ou outros materiais”, conta Susana Belo.

A responsável destaca que a tradição de fazer tapetes de rua está presente em Espinho, na diocese do Porto, “uma forma de embelezar as ruas aquando das festas dos padroeiros” mas há dois anos que não o faziam devido à pandemia.

“Assumimos o desafio, fomos pedindo e recolhendo materiais para os tapetes em contacto com a associação EspinhoVida – Evida, que dinamizam o tapete da N. Sra da Ajuda, havia uma sobra grande de sal e aproveitámos esse material e os cinco tapetes tiveram custo zero”, refere a professora de primeiro ciclo.

Nas cinco paróquias, Espinho, Guetim, Paramos, São Martinho de Anta e Silvalde, formaram-se equipas de voluntários, “desde a preparação, pintura do sal, construção de painéis e angariação de outros materiais”.

Os jovens da paróquia de São Martinho de Anta, de onde é Susana Belo, tinha realizado uma peregrinação a Santiago de Compostela, em 2019, “uma experiência marcante para os jovens que foram, contagiantes nas partilhas e isso tocou a comunidade e chegou às redes sociais”. 

Nos dias de hoje em que há tantos jovens que parecem incrédulos a tudo é necessário que haja este tipo de experiências, que toquem a espiritualidade, e esta iniciativa dos tapetes pode ser uma interpelação para todos e para quem possa vir ver os tapetes”.

Na solenidade de São Tiago (25 de julho) os cinco tapetes estavam prontos para serem admirados e, “como o tempo ajudou e não estragou nada”, vão continuar patentes até ao fim desta semana.

SN

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