Organismo alerta para situação dos «doentes, idosos que vivem sós, precários em risco de despedimento» e «jovens»

Portalegre, 19 nov 2019 (Ecclesia) – A Comissão Diocesana de Justiça e Paz da Diocese de Portalegre-Castelo Branco alertou hoje para as “novas formas de pobreza”, pedindo “respostas urgentes eficazes” nesta região.

“São os doentes que não conseguem consulta que lhes resolva o problema, são os idosos que vivem sós, sem lugar numa instituição que os acolha, são os precários em risco de despedimento”, refere o organismo católico, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

A Comissão Diocesana de Justiça e Paz da Diocese de Portalegre-Castelo Branco afirma que as pessoas que trabalham nalgumas empresas também “poderão vir a cair numa situação de pobreza”, devido aos baixos salários praticados, bem como “à precaridade em que, geralmente se encontram”.

“Hoje, como sabemos, com as despesas familiares fixas tão elevadas, quem vive com o baixíssimo ordenado mínimo, acabará por ter uma vida a roçar a pobreza”, alerta a nota.

A comissão observa que os governos vão mudando e “as promessas de redução” da “brutalidade de impostos, diretos e indiretos” são “apregoadas nos períodos eleitorais”, mas a pobreza estrutural “de uma grande parte dos cidadãos não tem sofrido alterações significativas”.

Neste contexto, recorda que quando Portugal “ficou sob a tutela da troika”, de 2012 a 2014, “quem mais sofreu foi a classe média e as pessoas em situação de pobreza”.

A comissão dá conta que 21% dos jovens portugueses, com menos de 18 anos, se encontra em risco de pobreza e os mais idosos atinge os 17%, a partir dos 65, segundo estatísticas divulgadas pela ‘Pordata’.

O organismo católico evoca os numerosos idosos que “vegetam com uma pequena reforma, a rondar os 300 e poucos euros”, parte da população que “vive em situação de grande debilidade material e afetiva”, sem sindicatos que os “una e defenda”.

“Desde a pobreza chocante à pobreza escondida ou disfarçada”, a nota assinala que hoje o vasto mundo da pobreza abrange “largas periferias” que “devem prestar atenção e dar uma resposta rápida e apropriada a cada caso”, segundo o Papa Francisco.

A Comissão Diocesana de Justiça e Paz da Diocese de Portalegre-Castelo Branco contextualiza que refletiu sobre “o problema da Pobreza” no âmbito do III Dia Mundial dos Pobres, que a Igreja Católica celebrou no último domingo, e da mensagem ‘A Esperança dos Pobres, jamais se frustrará’ do Papa Francisco.

CB/OC

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