D. Manuel Linda divulgou mensagem dedicada à principal celebração do calendário católico

Porto, 05 abr 2026 (Ecclesia) – O bispo do Porto, D. Manuel Linda, convidou a diocese a ser símbolo de uma esperança que não desilude e farol de alegria, na mensagem para a Páscoa divulgada hoje no site da diocese.
“Estimados diocesanos do Porto, a nossa esperança tem um nome: Jesus Ressuscitado. O Senhor da Páscoa! Com o compromisso do Sínodo Diocesano em marcha, todos nós somos chamados a ser, no nosso mundo, sinais vivos de uma esperança que não desilude e faróis da alegria, um «Porto» de abrigo, onde as pessoas se sintam acolhidas na comunhão e na escuta”, pode ler-se.
D. Manuel Linda inicia o texto com referência ao vocábulo ‘Aleluia’, o que mais se relaciona com esta quadra.
“Ao adotarmos essa palavra exclusivamente para o momento festivo da Páscoa – repare-se que nem no Natal usamos a palavra Aleluia – professamos que, ao nível da fé, este é o momento mais alto de felicidade, um acontecimento tão determinante que não cabe apenas no nosso interior, mas que nos obriga a sair ao encontro dos outros e com eles festejar”, escreveu.
O bispo do Porto destaca que as tradicionais manifestações de alegria pascal, nomeadamente os sinos a tocar, foguetes a estalejar, comidas mais ricas, roupas novas, ramos de alecrim, acolhimento dos vizinhos e amigos e, fundamentalmente, a visita e o beijo da cruz florida, “encontram aqui a sua razão e motivo”.
“Não obstante, mesmo entre quem tem fé e prática religiosa, ainda encontramos quem viva a Páscoa sem entusiasmo nem contentamento. Como um dia disse o Papa Francisco, numa daquelas suas frases sintéticas que se colam imediatamente à nossa memória, ‘há cristãos que parecem viver uma quaresma sem Páscoa’”, recordou.
Para esta pessoas, acrescentou D. Manuel Linda, “tudo é tristonho, sem esperança, sem alegria, sem transformação”, a vida torna-se “árida, dolorosa, insuportável, sem sentido, só a pensar no sofrimento e na dor como se isso fosse o fim”.
“Não, não é! A meta é a alegria pascal”, sublinhou.
Segundo o bispo, o “cristão ou é peregrino da alegria ou nem sequer é cristão”, podendo experimentar “o mal e a dor”, contudo “tudo faz para os transformar em algo de diferente”, como “Jesus que passou da paixão e morte à glória da ressurreição”.
Para isso, o cristão e todo o homem e mulher de boa vontade esforçam-se por ‘organizar a esperança’. Isto é, fazer com que as coisas se transformem. Não espera automatismos sem sábia intervenção humana, mas trabalha para alcançar novas realidades que correspondam às suas ânsias e às da inteira humanidade”, indicou.
D. Manuel Linda dá o exemplo da rejeição à indiferença face à guerra e destruição que grassam pelo mundo, com empenho “em retirar do coração e do daqueles com quem convive a animosidade e a vontade de retaliação e de vingança que se podem transformar em guerra aberta”.
“Ou, então, não permanece eternamente a contemplar a pobreza dos vizinhos, ainda que com dor, mas põe-se a caminho para os ajudar a levantarem-se da prostração em que vivem. Cria-lhes condições para a sua promoção”, destaca, na mensagem com o título “Aleluia! O Senhor é a nossa alegria!”.
A Páscoa é a principal celebração do calendário católico, assinalando a ressurreição de Jesus Cristo.
LJ/OC
