Conferência de imprensa do advogado de Asia Bibi.` Foto: Lusa

Lisboa, 30 jan 2019 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) saudou a confirmação da absolvição da cristã Asia Bibi, pelo Supremo Tribunal do Paquistão, esta terça-feira, mas alertou que podem existir “novas reações” de grupos radicais.

“Este caso enche-nos seguramente de mais energia, de mais vontade para continuarmos com esta missão de defesa dos Cristãos perseguidos no mundo. É preciso não esquecer que há muitas ‘asia bibis’ no mundo”, disse a diretora do secretariado português da AIS, Catarina Martins de Bettencourt.

“Todo o nosso esforço, todo o nosso trabalho não foi em vão e que Asia Bibi foi inocentada de todas as falsas acusações de blasfémia”, acrescentou, numa nota enviada hoje à Agência ECCLESIA.

A fundação pontifícia sublinha que o reconhecimento da inocência de Asia Bibi “é muito importante”, após oito anos na cadeia.

O destino final da cristã é desconhecido, mas “é altamente provável” que deixe o Paquistão; as filhas, por exemplo, já terão deixado o país e procurado asilo no Canadá, um dos países que se ofereceu para receber esta família, tal como a Austrália, Espanha e França.

“A decisão judicial é um triunfo dos direitos humanos sobre a intolerância religiosa, uma vitória sobre o ódio dos fanáticos e, acima de tudo, uma felicidade pessoal e uma grande alegria para a Asia Bibi e os seus familiares”, comentou o secretário-geral internacional da AIS.

Philipp Ozores destacou que “milhões de pessoas rezaram” pela cristã e participaram em iniciativas “pela sua libertação”, como a própria fundação pontifícia.

Segundo a AIS; há outros 187 cristãos paquistaneses acusados de blasfémia – crime punido com pena de morte – como Asia Bibi, e que se encontram na prisão.

CB/OC

Paquistão: Supremo Tribunal rejeita recurso contra absolvição de Asia Bibi, debaixo de protestos de extremistas islâmicos

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