Conferências Episcopais do continente apelam à proteção do governo moçambicano para líderes religiosos e locais de culto

Acra, 06 jun 2026 (Ecclesia) – O Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SCEAM) condenou hoje o assassinato do bispo de Quelimane e reclamou uma investigação célere às autoridades locais.
“Exigimos que todos os responsáveis, sejam eles autores diretos, cúmplices ou mentores, sejam identificados, processados e levados à justiça sem demora”, apelou o presidente do organismo, cardeal Fridolin Ambongo, numa nota enviada à Agência ECCLESIA.
D. Osório Citora Afonso, de 54 anos, foi morto a tiro este sábado na Casa Episcopal, num crime cometido por indivíduos ainda não identificados.
O porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal na Zambézia, Maximino Amílcar, adiantou que os agressores escalaram o muro da residência, contornaram a segurança elétrica e utilizaram uma arma do tipo AK-M para atingir a vítima no coração.
“Este ato hediondo constitui não só um atentado à vida e à dignidade de um servo devoto do Evangelho, mas também um atentado aos valores fundamentais da paz e da justiça”, denunciou a mensagem do SCEAM.
O texto deixa um apelo às autoridades moçambicanas para que “reforcem as medidas de proteção e segurança dos líderes religiosos, dos locais de culto e de todas as pessoas que se dedicam ao trabalho pastoral e humanitário”.
Condenamos veementemente e sem reservas este crime bárbaro. Nenhum líder religioso, independentemente da sua fé ou denominação, deve ser alvo de violência. Aqueles que dedicam a sua vida a servir a Deus e a promover a reconciliação, a solidariedade, a educação, a caridade e o bem comum merecem protecção e respeito, e não perseguição e morte.”
A missiva manifesta ainda solidariedade espiritual para com as dioceses de Quelimane e da Beira, onde D. Osório Citora Afonso era administrador apostólico, alargando as condolências à família do bispo católico.
“Que este trágico acontecimento sirva de renovado apelo à justiça, à paz, ao respeito pela vida humana e à proteção da liberdade religiosa em Moçambique e em todo o nosso continente”, concluiu o SCEAM.
OC
