Patrícia Liz comenta discussão sobre revisão da lei, sublinhando que «empresas e pessoas não são entidades antagónicas, mas «complementares»

Lisboa, 27 mai 2026 (Ecclesia) – A presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE), Patrícia de Melo Liz, mostrou-se hoje confiante num entendimento em relação à legislação laboral, considerando que não se podem estar sempre a criar leis de urgência a cada ciclo político.
“Eu gostava de acreditar que sim [num consenso]. Nós somos pessoas de fé, portanto, é nesse sentido. Acredito que sim, sobretudo porque é muito importante para Portugal preparar o futuro. Não podemos estar sempre a tomar medidas de urgência, medidas em modo de SOS”, afirmou a responsável, em Lisboa.
Em declarações à Agência ECCLESIA, à margem de uma sessão promovida pela ACEGE para a entrega de certificados efr (empresa familiarmente responsável), Patrícia de Melo Liz defendeu um olhar mais profundo sobre aquilo que é necessário para aumentar a “competitividade” do país.
A 14 de maio, o Governo aprovou em conselho de Ministros a proposta de lei de revisão laboral, que será discutida no parlamento, um semana depois de o Executivo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações sem acordo na Concertação Social.
Em março, a ACEGE lançou uma tomada de posição, com contributos sobre as alterações ao Código de Trabalho, apelando ao afastamento de “visões ideológicas do debate” e destacou que “falhar um acordo abrangente e robusto significa condenar o país a um atraso e a uma instabilidade inaceitável para trabalhadores, empresas, investidores e para a sociedade como um todo”.
“Fizemos uma tomada concreta de posição no sentido de sensibilizar para que haja equilíbrio nas medidas. As medidas têm que ter esta visão de qualidade de vida para as pessoas e também de produtividade para as empresas. Empresas e pessoas não são entidades antagónicas, são entidades complementares”, referiu Patrícia Liz.
A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) entregou um pré-aviso de greve geral para 03 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.
A presidente da ACEGE expressa que “seria bom” que houvesse um acordo entre as partes para a desconvocação da paralisação.
LJ/OC
