D. Rui Valério realçou importância de «defender e proteger uma comunidade»

(imagem de arquivo)

Lisboa, 09 mai 2019 (Ecclesia) – O bispo do Ordinariato Castrense disse aos finalistas das Academias das Forças Armadas e de Segurança que o “salário” de anos de estudo é serem “possuidores de uma ciência sobre Defesa e Segurança”, na cerimónia da Bênção das Pastas.

“Sabeis o que fazer e como fazer para defender e proteger uma comunidade, um país. E sabeis fazê-lo de forma rigorosa, científica, não instintiva”, afirmou D. Rui Valério, na homilia enviada hoje à Agência ECCLESIA.

Na Missa a que presidiu no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI), o prelado explicou que na mente de cada cidadão um militar ou um agente de segurança “tem de ser levado muito a sério” e “é valiosa” essa capacidade, bem como de “provocar” em cada pessoa “um sentimento de segurança que torna a vida mais leve e o futuro previsível”.

O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança refletiu sobre “humanidade”, “identidade” e “valores estruturantes”.

“Estamos mergulhados num novo mundo, num admirável novo mundo, cuja forma de pensar é radicalmente diferente da que nos foi legada pelo passado”, explicou, assinalando que a “humanidade está, em pleno, na “idade da técnica” onde a tecnologia, os aparelhos e as técnicas são “o verdadeiro ‘sujeito’ da história”.

Na homilia, o responsável alertou para “a tirania do número sobre a pessoa” que trabalha por objetivos que “não só são quantificáveis, como têm de ser executados dentro dos critérios numéricos das avaliações”.

Segundo D. Rui Valério, hoje é “urgente proteger as pessoas” na sua humilde humanidade, na sua doença, nas suas depressões, na sua solidão, no seu isolamento e “só o amor”, como aceitação e salvaguarda da pessoa na sua integralidade, “pode sarar”.

Aos finalistas das Academias das Forças Armadas e Forças de Segurança, o seu bispo sobre “identidade” explicou que a globalização tornou as pessoas cidadãs do mundo, mas alertou que não é apenas “num sentido libertador, mas também num sentido negativo”.

“Estamos padronizados, segundo critérios que não escolhemos e que outros, sub-repticiamente, nos vão impondo; Acresce um outro fator: O tempo desmedido que um cidadão ocidental dedica ao chamado mundo virtual acarreta desafios grandíssimos. O maior deles talvez seja o sentido de pertença”, desenvolveu.

Na cerimónia da Bênção das Pastas, presidida pelo bispo do Ordinariato Castrense, participaram alunos/cadetes finalistas do Curso para Oficial da Escola Naval, Academia Militar, Academia da Força Aérea e ISCPSI.

CB/OC

Partilhar:
Share