Sufrágio para o Parlamento Europeu está marcada para dia 26 de maio

Lisboa, 09 mai 2019 (Ecclesia) – A Cáritas Portuguesa assinalou o Dia da Europa, esta quinta-feira, com uma mensagem onde apela à mobilização de todos os portugueses para as próximas eleições europeias, marcadas para 26 de maio.

No documento, enviado hoje à Agência ECCLESIA, o organismo católico frisa que “o contributo de todos através do voto é fundamental para que a comunidade de países (nr. União Europeia) possa prosseguir no caminho de uma Europa unida pelo reforço do espaço de liberdade, paz e justiça social”.

A Cáritas nacional lembra que será neste sufrágio que “serão legitimados os atores políticos que nas Instituições Europeias vão determinar as regras que orientam e condicionam, de forma cada vez mais vasta, a nossa vida social”.

Numa altura em que estão “em ascensão” um conjunto de “ideias autocráticas, sectárias e estigmatizantes”, que têm contribuído para a “progressiva desvalorização da pessoa humana”, a “prioridade” deve ser a retoma de um “caminho de solidariedade e de justiça social”, pode ler-se.

“É fundamental impedir que seja desbaratado o capital de valores onde assenta a comunidade de países europeus”, salienta a Cáritas Portuguesa, que destaca dramas atuais como “o desemprego, a pobreza e a exclusão social”.

Aquela instituição sociocaritativa da Igreja Católica em Portugal espera que através do voto nas eleições europeias, sejam criadas condições para um verdadeiro investimento “no desenvolvimento e na paz”.

“A Europa reencontra esperança, quando se abre ao futuro. Quando se abre aos jovens, oferecendo-lhes perspetivas sérias de educação, reais possibilidades de inserção no mundo do trabalho”, sublinha o organismo católico, que destaca a necessidade de investir também “na família, a célula primeira e fundamental da sociedade”.

E no reforço de um ideal europeu que “respeita a consciência e os ideias dos seus cidadãos”, sem esquecer a “defesa da vida em toda a sua sacralidade”.

A Cáritas Portuguesa retoma aqui as palavras deixadas pelo Papa em março de 2017, quando discursou perante os chefes de Estado e de Governo da União Europeia, numa audiência que teve lugar no Vaticano.

“Os pais fundadores lembram-nos que a Europa não é um conjunto de regras a observar nem um prontuário de protocolos e procedimentos a seguir” mas antes um “modo de conceber” o ser humano, a partir da sua “dignidade transcendente e inalienável”, afirmou na altura Francisco.

O Dia da Europa, celebrado anualmente a 9 de maio, assinala a apresentação da chamada Declaração de Schuman, em alusão ao ministro dos Negócios Estrangeiros francês Robert Schuman que, em 1950, propôs a criação de uma Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, precursora da atual União Europeia.

JCP

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