«Alcançou avanços significativos e fez uma diferença real no mundo» – D. Ivan Jurkovič

Genebra, 04 set 2020 (Ecclesia) – O observador permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas afirmou hoje que a Igreja “continua comprometida” na implementação da convenção sobre bombas de fragmentação, que “fez uma diferença real no mundo”, e a encorajar outros Estados.

“Desde que a convenção sobre bombas de fragmentação entrou em vigor, através da combinação de contribuições e sinergias entre diferentes atores, alcançou avanços significativos e fez uma diferença real no mundo, especialmente entre as vítimas, bem como na prevenção de novas vítimas. E também reforçou o vínculo entre desarmamento e desenvolvimento”, lê-se na declaração enviada hoje à Agência ECCLESIA.

O observador permanente da Santa Sé junto das Nações Unidas e outras organizações internacionais em Genebra referiu também que esperam que os Estados-partes da convenção “cumpram sua responsabilidade – individual e coletivamente” – para “evitar” que as munições de fragmentação “se tornem uma ameaça à vida das populações e um obstáculo para o desenvolvimento socioeconómico das regiões em conflito”.

O arcebispo Ivan Jurkovič assinalou que a Santa Sé, como um dos primeiros Estados a ratificar da Convenção sobre Bombas de Fragmentação, “continua totalmente comprometida com sua implementação” e continuou a encorajar outros Estados a “reafirmar o valor da dignidade humana e a centralidade da pessoa humana”.

A delegação da Santa Sé reiterou, o que foi apresentado por escrito, que o plano de ação e a declaração política “se enraízem nos princípios e objetivos fundamentais” da convenção, e destacou quatro pontos: “Colocar a pessoa humana, em particular as vítimas, no centro das preocupações”, “a prevenção, paz e educação para o risco; “não fugir às responsabilidades, mas tomar medidas concretas no cumprimento das obrigações” e “continuar a conceder os recursos administrativos e financeiros para o cumprimento dos objetivos da convenção”.

Na segunda reunião preparatória da Segunda Conferência de Revisão da Convenção sobre Bombas de Fragmentação, esta sexta-feira, em Genebra, o arcebispo Ivan Jurkovič disse que a Santa Sé “não pode aceitar a introdução de uma nova terminologia”, como “género e diversidade”, nos projetos propostos.

“Tal terminologia não encontra precedentes na linguagem acordada de documentos anteriores; Esta delegação está preocupada que a introdução de uma nova terminologia que, entre outras coisas, não esteja claramente definida, mudaria a atenção e os esforços que se desviam das obrigações essenciais da convenção para as questões políticas e ideológicas”, desenvolveu.

As bombas de fragmentação contêm um dispositivo que, ao abrir-se, liberta um grande número de pequenas bombas, as quais permanecem nos locais atingidos durante vários anos, podendo explodir a qualquer momento.

CB

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