D. Manuel Quintas renovou «disposição e disponibilidade diante de Deus e também diante do povo»

Foto Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Silves, 04 set 2020 (Ecclesia) – O bispo do Algarve disse querer “renovar” a “disposição e disponibilidade» da ordenação episcopal “diante de Deus e do povo” e destacou a importância de cada um “não se demitir do presente”, na Missa na Sé de Silves.

“[É preciso] viver o presente com paixão e entusiasmo, como dom contínuo e quotidiano de Deus que não está nas nossas mãos. Está nas nossas mãos vivê-lo de maneira intensa, sem o recusar, seja que tipo de presente for, inclusivamente este que estamos a atravessar”, explicou D. Manuel Quintas esta quinta-feira na Eucaristia dos 20 anos da sua ordenação episcopal.

Na informação enviada hoje à Agência ECCLESIA, pelo jornal ‘Folha de Domingo’, o bispo do Algarve destacou a neste âmbito a importância de “abrir-se e olhar para o futuro com confiança, aberto à ação do Espírito, com aquela audácia própria de quem sabe que não está sozinho”.

D. Manuel Quintas celebrou esta quinta-feira 20 anos de ordenação episcopal, foi no dia 3 de setembro do ano 2000 na mesma igreja, a Sé de Silves, e assinalou que “celebrar um aniversário sob o ponto de vista da fé é sempre olhar para o passado com gratidão”.

“É sempre a gratidão que marca o nosso passado, sobretudo quando esse passado é iluminado pela presença do amor de Deus, manifestado em Cristo Jesus”, acrescentou.

O bispo do Algarve disse que queria “renovar” a sua “disposição e disponibilidade de há 20 anos, diante de Deus e também diante do povo” que foi “chamado a servir”.

“Tenho presente as minhas fragilidades e as minhas limitações que são colmatadas pela generosidade e dedicação de todos os leigos da nossa diocese e, de maneira particular, pelo nosso clero”, referiu, lembrando o bispo emérito D. Manuel Madureira que presidiu à sua ordenação, garantindo estar “muito presente” naquela Eucaristia

D. Manuel Quintas disse contar com o apoio que encontrou até aqui, particularmente do clero algarvio e também de todos os leigos e de todos aqueles que vivem a sua vida com um “sentido altruísta”, no tempo que lhe resta como bispo do Algarve.

“Por todos e por tudo aquilo que recebi e ainda vou receber, dou graças a Deus”, concluiu.

O jornal diocesano do Algarve, ‘Folha de Domingo’, informa também que a Eucaristia foi concelebrada pelo arcebispo do Luxemburgo, o cardeal D. Jean-Claude Hollerich, que é amigo de D. Manuel Quintas, e por um “significativo número de membros do clero algarvio”.

Foto Samuel Mendonça/Folha do Domingo

D. Manuel Neto Quintas nasceu em Mazouco, concelho de Freixo de Espada à Cinta (Trás-os-Montes), em 27 de agosto de 1949 e frequentou o Seminário Padre Dehon, (Porto), da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), entre 1960 e 1964, completando os estudos liceais no Instituto Missionário de Coimbra, entre 1964 e 1968.

Frequentou os dois primeiros anos do curso de Filosofia e de Teologia no Instituto Superior de Estudos Teológicos (ISET) de Lisboa, entre 1969 e 1971.

Foi ordenado presbítero a 12 de junho de 1977 em Coimbra, pelo bispo da diocese D. João Alves, na abertura, em Portugal, da celebração do primeiro centenário da sua congregação.

Foi Superior Provincial dos Dehonianos desde 1994 até 30 de junho de 2000, dia em que o Papa João Paulo II o nomeou bispo auxiliar do Algarve, terminando o seu segundo triénio de exercício neste cargo.

CB

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