Bispo emérito de Benguela faleceu na última quarta-feira

Foto Agência Ecclesia/PR, D. Óscar Braga

Lisboa, 29 mai 2020 (Ecclesia) – O presidente da República apresentou hoje as condolências pelo falecimento do bispo emérito de Benguela D. Óscar Braga, valorizando a sua “trajetória espiritual notável, sempre ligada a África e aos seus problemas”.

“Ao tomar conhecimento do falecimento de D. Óscar Braga, Bispo Emérito de Benguela, apresento à família enlutada e a toda a comunidade dos seus fiéis as minhas mais sentidas condolências”, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa numa mensagem divulgada na página da presidência da República.

O presidente da República sublinhou a “trajetória espiritual notável, sempre ligada a África e aos seus problemas, tendo-se destacado pela força da sua fé, pela sua abnegação e pela sua humildade.

“Saibamos seguir o seu exemplo de vida”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

D. Oscar Braga nasceu em Malanje (Angola), então território português, a 30 de setembro de 1931; foi ordenado padre em 1964 e nomeado bispo dez anos depois, tomando posse da Diocese de Benguela em 1975, quando se celebrou a sua ordenação episcopal; exerceu este ministério até 2008.

Na sua formação, o falecido bispo frequentou o Seminário dos Olivais, no Patriarcado de Lisboa.

“Os feitos de pastor zeloso e dedicado, durante os seus 34 anos de pastoreio à frente da Diocese de Benguela, são incontáveis: desde a formação do clero local até à criação de obras sociais. No seio da Conferência Episcopal, foi sempre um irmão e amigo com quem se podia contar em todos os momentos”, escreve o presidente da CEAST, D. Filomeno Vieira Dias, arcebispo de Luanda.

D. Manuel António Santos, bispo de São Tomé e Príncipe, membro da CEAST, reagiu ao falecimento com a sua homenagem a uma “figura incontornável da Igreja angolana e grande amigo de São Tomé e Príncipe”.

Em 2018, aquando do 50.º aniversário da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, D. Óscar Braga concedeu uma entrevista à Agência ECCLESIA, na qual recordou a importância que a Igreja Católica teve na altura da independência de Angola.

“Teve uma importância muito grande, pois foi o começar a poder expor à Santa Sé a nossa situação, ver melhor como era este povo e as suas as necessidades, e a CEAST nasceu antes da independência de Angola”, referiu.

O bispo emérito de Benguela afirmava que o papel da Igreja continua o mesmo, “com a doutrina de ajudar, lutar pelos direitos e felicidade de cada um, bem e prosperidade”.

PR

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