A artista plástica abriu o seu atelier e mostrou “o seu presépio especial” que tem sempre um lugar cativo em sua casa

Foto Agência ECCLESIA/SN

Lisboa, 21 dez 2019 (Ecclesia) – A artista plástica Emília Nadal sente o Natal através do “significado do presépio”, cada ano “descobre um sentido novo” que lhe traga a simplicidade.

“Esta época tem o significado do presépio, do nascimento de Jesus, qualquer coisa de tão inaudito que nos continua a espantar e a procurar um sentido novo, que cada ano se descobre um sentido novo”, afirmou a artista em declarações à Agência ECCLESIA.

Este sentido novo levou Emília Nadal a recuperar uma pintura que fez por altura do jubileu dos artistas.

“Já passaram muitos anos e este ano resolvi que tinha de fazer alguma coisa, estava muito escurecida e no sítio onde estava não ajudava”, conta.

O restauro desta pintura foi ocupando o tempo deste advento e o quadro ganhou novos tons e mais luz. 

“ A luz é fundamental, a simbólica é fundamental… a luz significa a verdade, a bondade e amor, sem luz estamos cegos realmente…”, aponta.

Emília Nadal tinha no seu atelier, em cima da mesa de trabalho, um presépio especial que prepara em cada Natal.

“Os presépios que eu gosto são de uma grande simplicidade, gosto dos ingénuos, como os de Estremoz; eu e o meu marido comprámos este presépio em 1960, o nosso primeiro ano de casados, é um presépio magnífico”, recorda.

Aquele presépio, com as figuras coloridas, colocadas devidamente no tabuleiro à espera de ser limpas e cuidadas, para tomarem o seu respetivo espaço no anfiteatro, é colocado anualmente na sala de jantar da casa da artista. 

“Este é o meu presépio, acho absolutamente genuino, hoje começam a embonecar, a fazer perfeitinho e este saiu das mãos de quem o fez, com a sua a ingenuidade e expresividade; guardo-o com carinho e cuidado, cada peça é embrulhada num involucro próprio e à menor coisa procura arranjar”, refere.

A artista plástica destaca a figura da vaca, “que é sempre a vítima a cada ano” mas também o burro “pela sua cara que é um encanto”.

“O que gosto é da simplicade deste presépio, o que ele me inspira e a alegria que me dá”, desabafa.

Entre restauros, limpezas e retoques é naquele atelier que Emília Nadal prepara o Natal que chega e tem como companhia e inspiração a música clássica. 

“Aquela telefonia é dos anos 70 e ainda toca… Para mim a música tem cores, equilíbrios, proporções e tudo está ligado, tem uma enorme influência, como tem olhar a janela e ver o sol ou a chuva”, justifica.

SN

 

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