Depois da beatificação, D. Teodoro de Faria pretende criar um espaço museológico sobre o imperador A santidade “atinge todas as classes, profissões, idades, países” – sublinha D. Teodoro de Faria, bispo do Funchal, a propósito da beatificação de Carlos d’ Áustria. Aquele domingo ficou “gravado a letras de ouro nos anais da vida diocesana do Funchal. A beatificação do Imperador e Rei Carlos de Áustria colocou em relevo a grandeza e santidade daqueles homens e mulheres que se deixaram habitar totalmente por Deus” – refere no suplemento «Pedras Vivas» do Jornal da Madeira. “Pode um político ser santo? Pode a Igreja beatificar um leigo que foi Imperador e militar, que governou um império devastado por uma guerra da qual não era responsável?” – pergunta o prelado do Funchal e responde: “tanto os políticos, como os militares e industriais, bispos ou parlamentares, são chamados à santidade, e têm capacidade para lá chegar”. Carlos de Áustria, “é um verdadeiro santo do nosso tempo, embora «a sua imagem fosse distorcida pela propaganda e calúnia», afirma o Cardeal de Viena Christoph Schönborn, «e a actual investigação cientifica e histórica ligada ao processo de beatificação, desmascarou e corrigiu estas distorções»”. Como Imperador elaborou um programa social “completo baseado na Encíclica Rerum Novarum. Foi o primeiro chefe de uma nação a nomear um Ministro para os Assuntos Sociais, empenhou-se na protecção da juventude, no direito das famílias, na previdência social, no direito ao trabalho e projectos de organização para trabalhadores. Estas estruturas fundamentais ainda vigoram na Áustria” – relata D. Teodoro de Faria. Para o bispo do Funchal, a beatificação foi um momento histórico para a diocese e para a Região. O bispo do Funchal reconheceu também que, agora, algumas coisas terão de mudar no Santuário do Monte, onde está sepultado o imperador beatificado. Nesse sentido, anunciou a intenção de ser criado um espaço museológico nas imediações da igreja.
