Detenção de sacerdote é novo episódio do confronto promovido pelo regime de Daniel Ortega

Foto: Lusa/EPA

Lisboa, 16 ago 2022 (Ecclesia) – O cardeal hondurenho D. Oscar Rodríguez Maradiaga, colaborador do Papa, denunciou o que classificou como “guerra silenciosa” do Governo da Nicarágua contra a Igreja Católica

“Essa guerra silenciosa que estão a travar para perseguir Jesus na sua Igreja, na nação irmã da Nicarágua, não é o fogo que Jesus veio trazer”, referiu o responsável, membro do Conselho de Cardeais criado por Francisco, citado pelo portal de notícias do Vaticano.

Na última sexta-feira, o governo nicaraguense proibiu a realização da tradicional procissão de Nossa Senhora de Fátima na Arquidiocese de Manágua, que acabou por ser realizada dentro da catedral local.

O portal ‘Vatican News’ informou hoje que o padre Óscar Benavídez foi detido pelo regime de Daniel Ortega, sendo o terceiro sacerdote preso nas últimas semanas pela polícia nacional.

A Diocese de Siuna, a que pertence o padre Benavídez, pediu orações pelo sacerdote, “cuja única missão tem sido anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo, que é a palavra vida e salvação para todos”.

Já o bispo da Diocese de Matagalpa, D. Rolando Álvarez, está detido há 13 dias na Cúria Episcopal, juntamente com cinco sacerdotes, três seminaristas e dois leigos, sob a acusação de promover a criação de “grupos violentos” contra o presidente Ortega.

“As prisões de sacerdotes e o bloqueio do bispo constituem algumas das ações do governo sandinista para intimidar a Igreja Católica, às quais se soma o fecho de oito emissoras de rádio e a expulsão da Nicarágua das Missionárias da Caridade”, refere o portal de notícias do Vaticano.

OC

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