OEA denunciou «assédio» do regime de Ortega contra a Igreja Católica

Cidade do Vaticano, 14 ago 2022 (Ecclesia) – O representante da Santa Sé junto da Organização dos Estados Americanos (OEA) manifestou “preocupação” pela situação da Igreja Católica na Nicarágua.

Monsenhor Juan Antonio Cruz Serrano, observador permanente junto da OEA, convidou os responsáveis políticos a encontrar “formas de entendimento, baseadas no respeito e na confiança recíproca”, visando “o bem comum e a paz”.

Em comunicado, o responsável diplomático destaca que a Santa Sé está “sempre pronta a colaborar com quem dialoga”.

A OEA, por sua vez, pediu ao governo Ortega para pôr fim ao “assédio” contra a Igreja e à “perseguição” contra ONG e meios de comunicação no território.

O portal de notícias do Vaticano recorda várias decisões do regime da Nicarágua que visaram a Igreja Católica, como aconteceu na sexta-feira, com a proibição de uma procissão mariana, com a imagem de Nossa Senhora de Fátima, pelas ruas da capital.

O governo de Ortega expulsou do país a Congregação das Missionárias da Caridade, de Madre Teresa, encerrou uma dezena de emissoras católicas e mantém preso em sua casa o bispo de Matagalpa, D. Rolando José Álvarez Lagos, proibido de deixar a Cúria Episcopal, mesmo para celebrar a Missa, sob a acusação de promover a revolta contra o regime.

O núncio apostólico (embaixador da Santa Sé) no país, D. Waldemar Stanislaw Sommertag, tinha sido expulso em março, numa decisão criticada pelo Vaticano.

OC

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