Comissão Nacional Justiça e Paz afirma que todos os cidadãos são responsáveis pelos desastres ambientais que afetam sobretudo os  pobres e os países periféricos

Foto Lusa

Lisboa, 09 abr 2019 (Ecclesia) – A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) afirmou que é necessário continuar a ajudar as vítimas do ciclone em Moçambique, refere a responsabilidade de todos pelo sucedido e diz que é necessário construir um mundo “eco-justo”.

Numa nova divulgada hoje, a CNJP dirige um apelo a todos os cidadãos para que ponham em prática o “princípio da ‘eco-justiça’”, referindo nomeadamente o papel dos meios de comunicação social na sensibilização para este princípio.

“Que todas e todos nós, sociedade civil, nos empenhemos não apenas neste momento de solidariedade que jorra do nosso coração, mas nos empenhemos dia a dia, hora a hora, de um modo racional, planeado e sistematizado na construção de um mundo ‘eco-justo’ para todos”, afirma o documento da CNJP.

Para a Comissão Nacional Justiça e Paz, os “desequilíbrios das condições climáticas, se atinge todos, atinge sobretudo os pobres, os mais fracos, os mais vulneráveis”, o que faz com que de todos sejam responsáveis pele a “situação desastrosa em Moçambique”, e torna urgente o princípio da “eco-justiça”.

“As principais vítimas de danos e desastres ambientais são os pobres e moram em países periféricos. E isso não é mera ‘coincidência’: é fruto daquilo que todos nós provocamos com um egoísmo que nos limita, não querendo perder privilégios para que outros – e são milhões! – possam viver em condições mínimas de dignidade”, acrescenta o documento.

A CNJP valoriza “o melhor dos valores do povo de português”, traduzidos na “empatia, generosidade, mobilização social e humana” que permitiu uma “solidariedade imensa” para ajudar as vítimas do ciclone em Moçambique e também no Malawi e no Zimbabué

“A quanta dignidade temos assistido”, afirma a CNJP, valorizando o papel da imprensa no “alertar consciências” e no despertar para a ajuda através de “imagens pungentes”.

“Temos sido verdadeiramente um povo irmão de Moçambique! Toda a sociedade civil se tem mobilizado nesta missão de Justiça e Paz”, acrescenta o documento.

A CNJP denuncia quem se coloca na “posição confortável de não dar” por causa da possibilidade de corrupção em todo o processo solidário.

“Talvez haja alguma coisa que é desviada – já há notícias sobre isso, infelizmente -, mas esse facto não nos parece ser razão para desistirmos. Assim o esperamos”, acrescenta a Comissão Nacional Justiça e Paz.

A Comissão Nacional Justiça e Paz é “um organismo da Conferência Episcopal Portuguesa que tem por missão olhar a realidade nacional e internacional à luz do Evangelho e da doutrina social da Igreja e, a essa luz, intervir no âmbito da formação da opinião pública”, refere o portal da internet.

PR

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