Fundação Ajuda a Igreja que Sofre apoio projeto da arquidiocese lusófona

 

Foto: José Villalón/ACN

 

 

 

Paulo Aido, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, em serviço especial para a Agência ECCLESIA

Moçambique, 23 nov 2021 (Ecclesia) – O seminário de Maputo, em Moçambique, atualmente convertido Centro Diocesano de Pastoral e Espiritualidade, com a ajuda da Fundação Ajuda a Igreja que Sofre vai receber melhoramentos.

“É preciso, realmente, que haja alguma ajuda externa. Estamos realmente num país empobrecido e temos uma igreja que ainda tem de percorrer um certo caminho até à autossustentação. São obras grandes, mas que, segundo o meu ponto de vista, ajudam a concentrar as pessoas e criar condições para que, a partir deste lugar, possamos irradiar a espiritualidade, a formação humana, a formação social, a formação dos nossos cidadãos, sobretudo dos nossos jovens”, diz o sacerdote responsável, padre Cláudio dos Reis, à Agência ECCLESIA.

O espaço foi o primeiro seminário da Igreja Católica em Moçambique, faz “fronteira com a Suazilândia e situa-se a apenas cerca de cinco quilómetros da África do Sul”.

O Padre Cláudio dos Reis, 55 anos de idade, recorda que, com “a Independência de Moçambique”, o local foi nacionalizado e só viria a ser devolvido 19 anos depois, em 1994, naturalmente “já com uma boa parte do edifício destruído também porque a Guerra Civil assolou todo o país isto aqui não foi exceção”.

O seminário esteve confiscado à Igreja, as instalações foram-se degradando, chegando ao ponto de várias famílias terem ido viver para lá, transformando-o num abrigo temporário, mas só em 2010 é que uma equipa de sacerdotes e de religiosas começou a trabalhar no centro, procurando revitalizá-lo como um espaço importante para a vida da igreja moçambicana.

“Depois da entrega, tentou-se fazer alguma coisa” explica o Padre Cláudio.

Outro dos locais de interesse, anexo ao seminário, é uma gruta “que atrai muita gente”, como reconhece o Padre Cláudio.

“É um local de oração e espiritualidade e vem gente para aqui rezar especialmente aos fins-de-semana e aos feriados e não importa de onde… Uns vêm mesmo da cidade de Maputo para a gruta só para rezar…”, explica.

O tempo de pandemia veio agravar a situação do “edifício que não é velho mas está envelhecido, por não ser tratado”, como aponta o padre Cláudio dos Reis.

“Agora, a preocupação do Arcebispo D. Chimoio é a de criar condições mais dignas com a construção de pequenos quartos para uma melhor acomodação das pessoas”, conclui.

SN

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