D. Januário Torgal Ferreira lamenta pouca participação na 51ª peregrinção ao Santuário mariano

D. Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas e de Segurança lamenta que a participação dos portugueses na 51ª peregrinção ao Santuário de Lourdes tenha sido pouco expressiva.

À Agência ECCLESIA o Bispo das Forças Armadas e de Segurança deu conta dos condicionalismos económicos que «não possibilitaram uma maior participação ». A peregrinação internacional teve um decréscimo na participação geral, notou o Bispo.

« Ir a Lourdes não é o mesmo que ir a Fátima ou a Almada», indicou.

A peregerinação ao Santuário de Lourdes é a ocasião que junta militares de vários países e onde se registam muitos reencontros entre pessoas que estiveram juntas em missões de paz.

«O Santuário de Lourdes toca aos portugueses » refere o Bispo, mas em épocas de facilidades económicas « teria sido mais fácil. Neste momento é mais difícil ».

D. Januário lamenta que a peregrinação a Lourdes não seja uma « escola de fé, predominantemente, para os oficiais ».

Bento XVI associou-se a este encontro anual, enviando um telegrama. Aos militares pediu para serem «verdadeiros artesãos de unidade e paz entre os povos».

Na mensagem, dirigida através do secretário de Estado do Vaticano, D. Tarcisio Bertone, o Papa quis associar-se « na oração a todos os participantes, militares, familiares, autoridades civis, membros das ordens militares que se reuniram em Lourdes para rezar pelo dom da paz».

A 51ª Peregrinação Militar Internacional teve como tema «Muitas nações, um povo de Deus».

A escolha deste tema « mostra a todos que a experiência de reconciliação e de paz pode ser realmente vivida entre as pessoas de boa vontade », destaca a mensagem.

O Papa convidou os militares a serem anunciadores da boa notícia da paz, para que o amor « prevaleça sobre o ódio e a violência ».

As recentes viagens de Bento XVI a França, África e Terra Santa « recordam-nos a urgência da missão confiada por Cristo aos seus discípulos ».

Na mensagem o Papa encorajou os militares a seguir « os exemplos de Santa Bernadette e a trabalhar ao serviço da caridade e da justiça, porque sem justiça, não pode haver verdadeira paz».

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