Papa recorda tragédia de 2015, que provocou mais de 800 mortes

Cidade do Vaticano, 13 jun 2021 (Ecclesia) – O Papa disse hoje no Vaticano que o Mediterrâneo se tornou “o maior cemitério da Europa”, pedindo atenção para o drama dos naufrágios e das mortes na travessia deste mar.

Francisco falava, após a recitação da oração do ângelus, a respeito da cerimónia que vai decorrer esta tarde, em Augusta, Sicília, onde os destroços do barco que naufragou a 18 de abril de 2015 se vão transformar num “Jardim da memória”.

“Que este símbolo de tantas tragédias, no Mediterrâneo, continue a interpelar a consciência de todos e favoreça o crescimento de uma humanidade mais solidária, que derrube o muro da indiferença”, desejou.

O naufrágio de abril de 2015, o maior do Mediterrâneo Central em termos de mortes confirmadas, matou mais de 800 pessoas, pelo menos, mas apenas 60 corpos foram recuperados; 28 pessoas sobreviveram.

O pesqueiro, procedente da Líbia, naufragou depois de ter batido contra um navio de carga português, que foi ao seu encontro para ajudar.

A carcaça do barco esteve em exposição na Bienal de Arte de Veneza, em 2019, após ter sido cedida pelo Ministério da Defesa à cidade de Augusta, que a emprestou ao artista Cristoph Buchel.

“Os governos europeus e todos nós, cidadãos, somos responsáveis pelo que acontece no Mar Mediterrâneo e somos chamados a fazer todos os possíveis para evitar tragédias e salvar vidas”, refere à Agência Fides, do Vaticano, o padre Bruno Ciceri, religioso scalabriniano e diretor internacional da organização “Stella maris” (Apostolado do Mar).

OC

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