Carta do bispo, falecido recentemente, vai ser lida no encontro que decorre na Alemanha

Ausgburgo, Alemanha, 30 nov 2022 (Ecclesia) – Os agentes de pastoral das comunidades de língua portuguesa da Europa estão reunidos em Ausgburgo (Alemanha) e vão fazer, esta quarta-feira, uma homenagem ao bispo D. Daniel Henriques, falecido recentemente.

“Uma homenagem singela, mas muito sentida porque ele, em pouco tempo, tocou muita gente, tornou-se muito próximo e uma carta dele à comunidade alemã vai ser lida na homilia”, disse à Agência ECCLESIA Eugénia Quaresma, diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações (OCPM).

“Como é do vosso conhecimento, a minha situação oncológica fez-me viver com alguma ansiedade a visita à vossa Comunidade, acima de tudo porque não poderia adivinhar como estaria vários meses depois de a termos marcado. Graças a Deus, e com todo o apoio médico, lá foi possível embarcar na sexta-feira e regressar no domingo, ao fim da tarde, com o coração cheio de júbilo”, escreveu D. Daniel Henriques, membro da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, que faleceu a 04 de novembro de 2022.

O encontro de formação que decorre na Alemanha e reúne 45 agentes pastorais tem como tema central “a interculturalidade e da integração”.

Uma temática que “emana das orientações pastorais do Vaticano” e “que aposta nas questões da interculturalidade”, sublinhou Eugénia Quaresma.

Os agentes pastorais, “naturais do Brasil, Angola, Moçambique e Portugal”, trabalham com a comunidade de língua portuguesa e são “construtores de pontes”.

“Estamos a aprender a ser uma igreja católica inclusiva e os nossos migrantes dão esse testemunho, mas sofrem quando não são acolhidos como irmãos de fé”, realçou a diretora da OCPM que está no encontro que decorre na cidade alemã até 01 de dezembro.

Para Eugénia Quaresma, o ser igreja “faz parte do sentimento de pertença”, todavia se isso não acontece “é fonte de sofrimento”.

Nesta caminhada “em conjunto”, os agentes pastorais nas comunidades da diáspora são “um ombro amigo e construtores de pontes”.

Eles têm de ter “a capacidade de dialogar entre dois idiomas e duas culturas diferentes”, acentuou.

Neste diálogo ajudam a fazer caminho sem “perderem as raízes e aquilo que os identifica”, afirmou a responsável.

Os emigrantes portugueses “conquistaram o seu estatuto” ao nível do trabalho e “as festas e procissões começam a ser motivo de atração para as comunidades”.

Os agentes pastorais reunidos neste encontro trabalham Allemanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Portugal e Suíça.

LFS

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