«Quem é pela paz tem sempre o meu voto em primeiro lugar», afirma D. Virgílio Antunes, valorizando a determinação do Papa Leão XIV

Lisboa 27 abr 2026 (Ecclesia) – O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa valorizou a determinação do Papa Leão XIV na defesa da paz, que deveria ser a marca da região que foi “berço de muitas religiões”.
“Dá a impressão que não estão ainda encontradas as condições para que aquela região seja uma região de paz, como modelo da paz que devia existir em toda a terra”, disse D: Virgílio Antunes.
Especialista em ciências bíblicas, o bispo de Coimbra lembrou que o Irão, o Iraque, a Jordânia, Líbano, Síria, a Palestina, Israel e Egito são geografias de “civilizações mais antigas”, que conhecem a guerra ao longo dos séculos, “sempre pela disputa dos territórios” e com argumentos que “não têm a ver com o bem-estar das pessoas”.
Eu gostaria muito que aquela região da terra estivesse pacificada, porque dá a impressão que a terra estaria mais pacificada, ou estaria mesmo pacificada”.
D. Virgílio Antunes lembrou que o Médio Oriente é o berço das do judaísmo, do cristianismo e do islamismo, rejeitando todas as “motivações religiosas” para qualquer conflito.
“Ali, a sã convivência entre pessoas e povos devia ser como em todas as outras partes do mundo: todos têm o direito de existir, todos têm o direito à sua identidade, à sua identidade enquanto povo, à sua identidade religiosa, à sua identidade social”, afirmou.
O bispo de Coimbra valorizou a determinação de Leão XIV na defesa da paz e manifestou-se “triste” com os líderes mundiais que se afirmaram contra a voz do Papa “a favor da paz, que deve ser edificada com base no diálogo, na justiça”.
Quando se metem com críticas diretas à palavra do Papa, penso que seria a todos os títulos de evitar, que não devia acontecer e depois não devia haver reincidências que parece que agravam ainda mais este caso”
D. Virgílio Antunes sublinhou que “o Papa disse o que devia dizer, continuará a dizer”, no seguimento dos pontificados anteriores.
“Não sabíamos como iria reagir assim o Papa Leão, porque não conhecíamos a sua personalidade, mas felizmente está decidido a levar por diante a sua missão, com todos os custos que isso implicar”, acrescentou.
Questionado sobre as duas vozes da América que preencheram o espaço mediático nos últimos dias, D. Virgílio Antunes apontou para a valorização da voz do Papa, porque é uma voz que “apela ao bom senso, à justiça, à equidade, ao respeito pelas pessoas e povos, a uma economia que dá vida a todos”
“Quem é pela paz tem sempre o meu voto em primeiro lugar, evidentemente. É pela paz, é pela justiça, é pela equidade, é pelo tratamento respeitoso pelas pessoas e povos, é por uma economia que dá vida em vez de ser por uma economia que mata”, afirmou.
A entrevista ao presidente da Conferência Episcopal Portuguesa é emitida no programa Ecclesia desta segunda-feira, dia em que se publica integralmente na Agência ECCLESIA.
PR
