Responsável pelo projeto Juvenil 2.0, das edições Salesianas, defende presença nas redes para chegar “facilmente” aos adolescentes e jovens

Porto, 24 set 2019 (Ecclesia) – O projeto Juvenil 2.0, das Edições Salesianas, aposta no sítio online para a maioria das publicações mas não dispensa a conta de Instagram, que encara como o novo “pátio digital”. 

“Quando se fala num projeto para adolescente não estar presente nas redes sociais é ‘dar um tiro no pé’, sabemos que a redes sociais são o sítio onde os jovens passam a maior parte do seu tempo, motivo de partilha e até malícia, infelizmente, mas, na verdade é preciso estar ao lado dos jovens e dom Bosco já dizia que era preciso estar com os jovens no pátio, brincar com eles, assim podemos encarar que as redes sociais são este pátio digital”, afirma Carla Santos em declarações à Agência ECCLESIA.

A plataforma principal é o site mas dão igual importância às redes sociais, “como forma de distribuir os conteúdos”, sabendo que a audiência é mais jovem no Instagram, onde aproveitam para “fazer publicidade mais simples mas mais empáticas”.

A responsável pela Juvenil 2.0, edição digital, defende que é necessário interagir com os adolescentes e jovens, “saber que filmes gostam, se gostam mais de ver ali vídeos ou fotos, e que publicações gostaram mais”.

“A presença nas redes sociais é mais uma mão que se estende, uma porta de entrada que desafia”, refere. 

Carla Santos é a responsável por este projeto, que inicialmente se tratava de uma revista impressa e migrou em 2017 para o digital, numa “forma de aproximação aos adolescentes e jovens”, com mais conteúdos, diversidade de temas e atualidade, como uma forma de os “fazer chegar mais longe”.

“Nós procuramos voltar aos tempos de adolescência mas com um olhar de adulto, seja trazer os temas da auto-estima, sem ser invasivo, termos colaboradores que nos dão sugestões é uma mais valia, pois queremos chegar aos seus corações”, acrescenta. 

Quando se fala do planeamento de publicação de conteúdos e sua edição Carla Santos recorda o tempo de advento, uma “aposta entre imagens, verbos, frases bíblicas e um gesto e desafio” mas a atualização tem de ser uma prioridade.

“Nestes dois anos muita coisas aconteceu e muita acontecerá, mas com a nova organização do feed nós sentimos que as publicações se estavam a sobrepor e estávamos a ter gostos em publicações diferentes no mesmo dia isso cria uma animosidade entre os adolescentes e sentimos que temos mais interação e as ‘Insta stories’ vieram para ficar”, explica.

Como nova prática de publicações a jovem refere as estatísticas como boas aliadas ao sucesso das publicações.

“Nós vemos cada vez mais as diferenças das faixas etárias nas redes sociais, no Facebook há mais interação mas público mais velho; no Instagram o feedback é mais silencioso, não há tantos gostos mas o alcance tem alterado muito, há maior alcance e com as estatísticas e horário disponível para perceber qual a melhor hora para publicar por dia, consegue-se chegar mais longe”, aponta Carla Santos.

A responsável adianta ainda que as imagens publicadas pela Juvenil 2.0 são o mais natural possível usando apenas simples filtros de edição.

“Quanto mais arrojada for a foto, no ângulo e temperatura de cor diferentes, com um filtro e uma descrição a acompanhar melhor, porque os miúdos são bombardeados por conteúdos tão artificiais que não lhes dizem nada e, se queremos dizer alg coisa, temos de dizer com tudo o que somos e não o que editamos, por isso não editamos muito”, justifica. 

“O impacto da Imagem” é o tema das Jornadas de Comunicação que acontecem nos dias 26 e 27 de setembro, em Fátima, e também o mote dos programas de rádio da semana de 23 a 27 deste mês, pelas 22h45, na Antena 1 da rádio pública. 

SN

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