Encontro antecedeu Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque

Foto: Lusa

Nova Iorque, Estados Unidos da América, 24 set 2019 (Ecclesia) – O presidente dos Estados Unidos da América e o secretário-geral da ONU lançaram esta segunda-feira, em Nova Iorque, uma campanha global pela Liberdade Religiosa, iniciativa do Executivo norte-americano.

“Com uma voz clara, os Estados Unidos da América exortam as nações do mundo a acabar com a perseguição religiosa”, disse Donald Trump, na sede das Nações Unidas.

O evento ‘Apelo Global para Proteger a Liberdade Religiosa’ antecedeu a 74ª Assembleia Geral da ONU.

“No momento em que falamos, judeus, cristãos, budistas, hindus, sikhs, yazidis e muitas outras pessoas de fé estão a ser presos, punidos, torturados e até mortos, muitas vezes às mãos do seu próprio Governo, apenas por manifestarem as suas mais profundas convicções religiosas”, alertou o presidente dos EUA.

Trump explicou que a liberdade de religião é consagrada na Constituição dos EUA, mas é “rara no mundo”.

“Aproximadamente 80% da população mundial vive em países onde a liberdade religiosa é ameaçada, restrita ou mesmo proibida”, afirmou.

Donald foi acompanhado pelo secretário-geral da ONU, o português António Guterres; pelo vice-presidente dos EUA, Mike Pence; o secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo; e a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Kelly Craft.

Guterres considerou “totalmente inaceitável” que as pessoas enfrentem discriminação religiosa no século XXI.

Judeus foram assassinados em sinagogas e as suas lápides desfiguradas com suásticas; muçulmanos mortos a tiros em mesquitas e os seus locais religiosos vandalizados; cristãos mortos em oração e as suas igrejas incendiadas. Em muitos locais problemáticos à volta do mundo, comunidades inteiras foram alvo de violência por causa da sua fé – inclusive em lugares onde essas comunidades existem há séculos, quando não milénios”.

O governo norte-americano lidera a ‘Aliança Internacional pela Liberdade Religiosa’, que visa enfrentar perseguições religiosas em todo o mundo e proteger as vítimas; um orçamento de 25 milhões de dólares é destinado à proteção da liberdade de culto, os locais e relíquias religiosas.

Em comunicado, a Casa Branca destaca que 83% da população do mundo “vive em nações onde a liberdade religiosa é ameaçada ou proibida”, realçando que “os cristãos são o grupo religioso mais perseguido no mundo”.

Já hoje, na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, insurgiu-se contra o “flagelo” da perseguição religiosa.

OC

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