D. Rui Valério sublinha que comunidade católica não pode deixar «ninguém para trás»

Mafra, 16 set 2026 (Ecclesia) – O patriarca de Lisboa benzeu esta terça-feira a nova estrutura residencial da Santa Casa da Misericórdia de Mafra, apelando a um compromisso inabalável com a dignidade da população idosa.
“A dignidade do ser humano continua a mobilizar a nossa atenção, o nosso coração e o nosso esforço”, declarou D. Rui Valério, numa intervenção divulgada online.
O responsável católico participou na inauguração das instalações da Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) Nossa Senhora das Dores, edificada no antigo complexo do hospital local.
O patriarca sublinhou que a Igreja Católica recusa o abandono dos mais frágeis, afirmando perante a assembleia que a comunidade católica não deixa “ninguém para trás”.
A intervenção definiu o espaço como um “transbordar de uma riqueza de coração” e um exemplo prático de amor e de solidariedade.
Durante a homilia da Eucaristia inaugural, D. Rui Valério desafiou a instituição a assumir-se como a comunidade que “impede que alguém no seu sofrimento esteja só”.
A nova resposta social assegura capacidade para acolher 60 utentes e impulsionou a criação de 38 postos de trabalho, permitindo à Misericórdia alargar o seu total de acolhimentos para 136 idosos.
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social interveio durante o descerramento da lápide para avisar que “não basta viver mais, tem de se viver igualmente bem”.
Maria do Rosário Palma Ramalho confirmou que o apoio estatal ao projeto será concretizado através de um protocolo com a Segurança Social para comparticipar 48 das vagas disponíveis.
O presidente da autarquia local, Hugo Moreira Luís, destacou a vocação histórica do edifício no cuidado de saúde, recordando que os seres humanos envelhecem amparados nas suas “relações” e nas suas “memórias”.
Já o provedor da instituição, Joaquim Sardinha, deixou uma referência ao compromisso intergeracional de cuidar “de quem cuidou” dos outros.
As obras de requalificação do complexo iniciaram-se em 2025 e contaram com o cofinanciamento do Plano de Recuperação e Resiliência.
OC
