«O aborto, a eutanásia, o divórcio, a pobreza, a vida dos sem-abrigo tornam-se algo de habitual e comum que já não nos incomoda» – D. Nuno Brás

Foto: Jornal da Madeira

 

Funchal, Madeira, 01 jul 2020 (Ecclesia) – O bispo do Funchal presidiu hoje à Missa na Catedral diocesana, assinalando o Dia da Região e das Comunidades Madeirenses, questionando uma sociedade sem Deus e sem lugar para as pessoas.

“Quando o aborto, a eutanásia, o divórcio, a pobreza, a vida dos sem-abrigo se tornam algo de habitual e comum que já não nos incomoda; e quando (ao contrário) Deus, os seus critérios, os seus mandamentos, a luz com que Ele denuncia o nosso pecado, se transformam num incómodo — quando tudo isso sucede connosco, não estaremos, também nós, a habituar-nos perigosamente ao mal? Não estaremos, também nós, a convidar Deus a sair das nossas vidas e da vida da nossa Região?”, questionou D. Nuno Brás, numa intervenção enviada à Agência ECCLESIA.

O responsável católico falou no “drama” de uma sociedade que afastou Deus do seu meio e que se “habituou ao mal”, pelo que “deixou também de haver um verdadeiro lugar para o homem”.

“Como afirmam vários pensadores contemporâneos, na vida de uma pessoa ou de uma sociedade, o lugar de Deus nunca fica vazio. Quando Deus é afastado ou esquecido, nesse preciso momento um qualquer demónio ocupará o lugar divino”, apontou.

O bispo do Funchal quis saudar a presença de várias entidades oficiais, destacando “como a vida dos madeirenses é, ainda hoje, como de há 600 anos a esta parte, marcada profundamente pela fé”.

“A nossa relação com Deus, como pessoas e como sociedade, foi e é central para a nossa vida; foi e é fonte de valores e critérios para o nosso quotidiano”, prosseguiu.

Apenas com a presença de Deus numa sociedade e na vida de cada um dos seus cidadãos podemos começar a garantir o lugar e o respeito da dignidade de cada vida humana”.

Foto: Governo Regional da Madeira

No início da Eucaristia, D. Nuno Brás dirigiu-se ao presidente do Governo e da Assembleia Regional, ao representante da República e outras autoridades políticas e militares presentes na Sé do Funchal, evocando os dias “tão difíceis do confinamento” para elogiar os que estiveram na linha da frente, “tomando decisões e servindo o próximo”.

O bispo do Funchal deixou ainda uma saudação às comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo, numa celebração com transmissão online.

OC

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