D. Manuel Clemente considera que um dos resultados «mais interessantes» é fazer da corresponsabilidade e do trabalho conjunto «algo habitual»

Foto Patriarcado de Lisboa

Lisboa, 19 jun 2021 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa afirmou que a realização do Sínodo Diocesano do Patriarcado de Lisboa, entre 2014 e 2021, foi uma experiência da sinodalidade que o Papa Francisco propõe para toda a Igreja Católica.

Em declarações à Agência ECCLESIA, D. Manuel Clemente considera que o percurso desde o anúncio do Sínodo, em janeiro de 2014, até hoje, quando foi divulgado o documento conclusivo, “tornou a sinodalidade uma palavra muito conhecida e algo familiar”, num “treino” que tem a duração de sete anos.

“Esse foi um dos pontos mais interessantes: fazer da vivência da sinodalidade, do trabalho conjunto, da corresponsabilidade, não só dentro da comunidade mas entre as comunidades, algo habitual”, sublinhou o cardeal-patriarca de Lisboa.

Em sessões realizadas por videoconferência por causa da situação pandémica na região de Lisboa, a fase conclusiva do Sínodo do Patriarcado de Lisboa decorreu esta tarde com a apresentação do documento final, onde a aposta na pastoral juvenil e universitária, o auxílio às IPSS para “elaborar uma estratégia” que ajude a enfrentar “desafios administrativos e de identidade cristã” e o início de uma reflexão sobre a criação de unidades pastorais foram prioridades apontadas.

Para o cardeal-patriarca de Lisboa, os desafios do início do sínodo saem “reforçados” por “tudo quanto se refletiu e propôs” ao longo dos últimos sete anos e que decorre do programa que o Papa Francisco enunciou na exortação apostólica “Evangelii Gaudium”, sobre a evangelização hoje.

D. Manuel Clemente sublinhou o apelo missionário do Papa, afirmado desde o início do pontificado, e o pedido deixado nomeadamente a cada bispo para fazer “o possível para levar por diante a conversão missionária das comunidades, o sonho misisonário de chegar a todos”

O cardeal-patriarca de Lisboa recordou o percurso sinodal, desde o seu anúncio em janeiro de 2014, o estudo do documento do Papa Francisco “A alegria do Evangelho” durante cinco semestres por muitos grupos sinodais onde foram analisados os cinco capítulos da exortação apostólica, a realização da Assembleia Sinodal em dezembro de 2016 e a aplicação das conclusões da assembleia do sínodo nos quatro anos seguintes.

D. Manuel Clemente referiu também que a experiência do sínodo diocesano em Lisboa está em sintonia com o que o Papa Francisco pediu a todas as dioceses para fazerem como preparação do próximo Sínodo dos Bispos, realizado “não em dois meses mas em sete anos”.

PR

Lisboa: Aposta nos jovens e «reflexão sobre unidades pastorais» são prioridades apresentadas pelo Sínodo

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