Lisboa: Patriarca afirma que pontificado de Francisco permanece «como sinal luminoso de proximidade, misericórdia e fidelidade»

«Somos convidados a reler o seu ensinamento como um verdadeiro dom de Deus à Igreja e ao mundo» – D. Rui Valério

Foto: Vatican Media

Lisboa, 21 abr 2026 (Ecclesia) – O patriarca de Lisboa destaca que o magistério do Papa Francisco “permanece vivo” na diocese, desafiando-os “a uma fé mais encarnada, a uma caridade mais concreta e a uma comunhão mais viva e sinodal”, no primeiro aniversário da morte.

“No primeiro aniversário da morte do Papa Francisco, o Patriarcado de Lisboa eleva a Deus uma ação de graças pelo dom do seu pontificado, que permanece como sinal luminoso de proximidade, misericórdia e fidelidade ao Evangelho”, escreve D. Rui Valério, na mensagem enviada hoje à Agência ECCLESIA.

D. Rui Valério acrescenta que a Igreja reconheceu no Papa Francisco um pastor que, “com liberdade interior e ardor missionário, soube recentrar o coração dos fiéis em Cristo”, e abrir caminhos de esperança para o este tempo.

“A convocação que nos deixou – para uma Igreja em saída, marcada pela alegria do Evangelho e pela conversão pastoral – continua a interpelar profundamente a nossa diocese. Também entre nós, em Lisboa, o seu magistério permanece vivo, desafiando-nos a uma fé mais encarnada, a uma caridade mais concreta e a uma comunhão mais viva e sinodal.”

Francisco faleceu há um ano, a 21 de abril de 2025, na segunda-feira de Páscoa, após um pontificado de mais de 12 anos.

O patriarca de Lisboa, neste momento de memória agradecida pelo pontificado de Francisco, indica que são convidados “a reler o seu ensinamento como um verdadeiro dom de Deus à Igreja e ao mundo”, “palavra que ilumina, que purifica e que envia”.

“Confiando-o à infinita misericórdia do Senhor, acolhemos o seu legado como responsabilidade viva, para que, com renovado ardor, continuemos a anunciar o Evangelho no coração da história”, refere.

D. Rui Valério pede que se faça uma menção ao Papa Francisco, dando graças a Deus pelo seu pontificado, em todas as celebrações da Eucaristia e momentos de oração, neste dia 21 de abril, no Patriarcado de Lisboa, na mensagem no primeiro aniversário da morte do Papa argentino.

Jorge Mario Bergoglio, nascido em Buenos Aires a 17 de dezembro de 1936, tornou-se, a 13 de março de 2013, o primeiro Papa jesuíta e o primeiro proveniente do continente americano a liderar a Igreja Católica.

Comprometido com o combate à “indiferença” e à “economia que mata”, o pontífice deixou como uma das suas marcas o processo sinodal iniciado em 2021, desafiando a Igreja a um caminho de escuta, diálogo e maior participação de todos os seus membros.

Portugal assumiu um papel de relevo nesta geografia papal, consolidado com a visita a Fátima em 2017 — para o centenário das Aparições e a canonização de Francisco e Jacinta Marto — e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023.

Na capital portuguesa, Francisco deixou o apelo a uma Igreja aberta a “todos, todos, todos”, mensagem que ressoa como o seu testamento espiritual, para muitas pessoas.

CB/OC

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