D. Manuel Clemente valorizou atividades do campo sociocaritativo numa carta dirigida aos diocesanos por ocasião do início do novo ano pastoral

Lisboa, 01 set 2020 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa afirmou numa carta dirigida aos diocesanos no início do ano pastoral que a pandemia afetou a sociedade e a Igreja, continua a “exigir solidariedade” e apelou ao crescimento “em corresponsabilidade” no “campo sociocaritativo”.

“A pandemia afetou-nos muito, como sociedade e como Igreja. Nas suas várias incidências, da saúde à economia, do trabalho à escolaridade e ao convívio, exigiu-nos e continua a exigir solidariedade e solicitude reforçadas”, disse D. Manuel Clemente numa carta divulgada hoje na página da internet do Patriarcado de Lisboa.

O cardeal-patriarca de Lisboa referiu que “só paulatinamente” se vão ultrapassar as restrições nos espaços e as limitações nos encontros presenciais, valorizou “generosidade manifestada nas comunidades” e nos “vários serviços públicos e particulares” e afirmou todos se vão reencontrar após a pandemia “mais próximos, justos e solidários”.

Referindo-se às atividades na Diocese de Lisboa para o Ano Pastoral 2020/2021, D. Manuel Clemente salientou as que se deferem ao setor sociocaritativo e disse que é necessário “crescer em corresponsabilidade”.

“Quer no campo sociocaritativo, quer em todos os outros da nossa vida pastoral, importa crescer em corresponsabilidade. Não se trata de algo acessório e meramente funcional. Trata-se de viver e trabalhar comunitariamente, como aprendizagem da própria vida unitrinária de Deus, finalidade maior da Igreja que somos. Solidários com todos e corresponsáveis entre nós, da vida comunitária à diocesana, do mais local ou particular ao mais universal e geral”, afirmou.

D. Manuel Clemente afirmou que é necessário “incentivar e desenvolver todos os órgãos de corresponsabilidade comunitária” e que tudo o que for feito nesse sentido “é louvável e inadiável”.

“A qualidade cristã do que realizarmos, além do benefício imediato que origine, mede-se pelo modo comunitário como o fizermos”, afirma.

Na carta aos diocesanos de Lisboa, no início do novo ano pastoral 2020/2021, D. Manuel Clemente explica que vão continuar na linha de receção da Constituição Sinodal de Lisboa e com os mesmos temas, “tão atuais como urgentes”, porque a crise sanitária impediu de “realizar muitas das atividades previstas”.

Das atividades diocesanas, presentes programa-calendário para 2020-2021, o cardeal-patriarca de Lisboa salienta “as mais específicas” do Departamento da Pastoral Sociocaritativa, “com relevância” para o congresso nos dias 14 e 15 de maio de 2021, onde “confluirão a experiência” das Semanas Vicariais da Caridade, “que poderão repetir-se”, e “muitas outras ações realizadas e aumentadas em resposta às necessidades que a pandemia trouxe”.

Na carta aos seus diocesanos, D. Manuel Clemente partilha tópicos para o novo ano pastoral, “convicto da sua oportunidade eclesial e sociocultural”, e propõe que em todas as paróquias “se leia atentamente” a Instrução ‘A conversão pastoral da comunidade paroquial ao serviço da missão evangelizadora da Igreja’, da Congregação do Clero (Santa Sé).

A “preciosa encíclica” do Papa ‘Laudato Si, sobre o cuidado da casa comum’, de 2015, é outra proposta quando Francisco propõe para este tempo “uma atenção ecológica redobrada”, ainda mais oportuna por causa dos danos da pandemia.

O cardeal-patriarca lembra também que, por causa da pandemia Covid-19, o Papa Francisco adiou para 2023 a Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, que tem como tema ‘Maria levantou-se e partiu apressadamente’.

“Esta ‘urgência’ em levar a todos o Jesus que recebemos, há de preencher a nossa vida pessoal e comunitária, de jovens e menos jovens, relançando-nos ainda mais na evangelização que o mundo pede. A JMJ 2023 será essencialmente o fruto do que connosco acontecer para tal”, acrescentou D. Manuel Clemente, na carta aos diocesanos de Lisboa.

CB/PR

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