Deolinda Machado pede «atenção permanente» para impacto da crise social e económica

Lisboa, 05 Mar 2021 (Lisboa) – A vice-coordenadora da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC) no Patriarcado de Lisboa disse hoje à Agência ECCLESIA que os militantes deste organismo estão a “ajudar pessoas fragilizadas” devido à pandemia.

A responsável adianta que a instituição está a criar fundos localmente “para situações de maior fragilidade, porque muitos não têm direito a nada”.

A direção diocesana da LOC/MTC pede uma “atenção permanente” a estas situações e alerta que as pessoas estão “muito sensibilizadas” para campanhas em prol de determinados países, mas “esquecem as pessoas que estão ao seu lado e são próximas”.

A LOC/MTC do Patriarcado de Lisboa vai reivindicar junto “das entidades competentes”, por considera que “os apoios sociais distribuídos têm de ser repensados”.

“Há pessoas que não estão localizadas em critério nenhum” para receber esses apoios, reclama Deolinda Machado.

“O que se faz com 100 euros por mês?”, questionou ainda.

Com a pandemia, “muitas pessoas ficaram sem sustento e não podem ser esquecidas”, sublinhou a vice-coordenadora, sublinhando que o compromisso individual e de grupo é ajudar quem está a “passar mal”.

“Vai ser mais prolongado e mais profundo do que aparentemente parece”, alerta a responsável, questionada sobre o impacto da crise.

Para a entrevistada, o endividamento das famílias é notório e quando “começarem a ser levantadas as moratórias vai ser um desastre”, advertindo que as vítimas desta situação “não podem ficar sem nada”.

A Liga Operária Católica / Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC), do Patriarcado de Lisboa, associou-se na reunião de 3 de março ao Dia Internacional do Domingo Sem Trabalho, divulgando o texto do Movimento dos Trabalhadores Cristãos da Europa (MTCE) que defende o domingo livre ou domingo sem trabalho.

LFS/OC

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