Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais tem 51 seminaristas no ano letivo e pastoral 2026/2027
Lisboa, 06 nov 2026 (Ecclesia) – Os diáconos Diogo Branco e José Alberto Rodriguez, do Patriarcado de Lisboa, destacaram a importância da “alegria” no testemunho para o seu percurso vocacional, explicaram a vida no seminário e partilharam o seu próprio discernimento no Programa ECCLESIA.
“Quando a questão surgiu, surgiu muito pelo contato com os seminaristas, e para mim marcava muito vê-los como pessoas alegres, acima de tudo pessoas normais, pessoas que viviam a vida com alegria, viviam a vida com Jesus”, disse o diácono Diogo Branco, recordando que, contam os seus pais, queria ser padre “até aos 3, 4 anos”, mas “detestava dormir fora de casa” e descobriu que era uma das condições.
Já o diácono José Alberto Rodriguez, antes de entrar no seminário, foi percebendo “padres que eram felizes, que essa entrega a Deus era geradora de felicidade”.
“E acho que isso foi muito importante, e continua a ser importante também no meu percurso de seminário olhar para os padres e como eles se entregam e a alegria com que se entregam, isso dá alento para poder continuar no processo vocacional”, acrescentou, na entrevista à Agência ECCLESIA.
Os diáconos Diogo Branco e José Alberto Rodriguez estão no Seminário Maior de Cristo Rei dos Olivais, casa de formação do Patriarcado de Lisboa até à ordenação presbiteral, após a etapa propedêutica, que tem 51 seminaristas neste ano letivo e pastoral 2026/2027, maioritariamente desta diocese, mas também de outras Igrejas locais.
“A Igreja é uma realidade concreta, não é só a realidade institucional à escala universal, mas é cada comunidade em si, e, neste tempo de seminário, somos chamados a crescer naquela comunidade que a Igreja nos dá, uma comunidade concreta que tem desafios, que tem alegrias e que tem a certeza de que não caminhamos sozinhos, caminhamos com Deus e caminhamos com os irmãos”, explicou o diácono Diogo Branco.
O Seminário Maior da Diocese de Lisboa acolhe e forma os candidatos ao sacerdócio, normalmente, “entre 6 e 7 anos”, onde percebem que não estão sozinhos, e aprendem “mais do que muitas vezes acontece na vida profissional, na vida académica”, onde o foco é pessoal, qual é que é o bem da comunidade, “com responsabilidades próprias ao nível do estudo, da oração, ao nível dos vários serviços, mas sempre em favor de uma comunidade”.
O diácono José Alberto Rodriguez, a partir da sua caminhada, “diria que não” se chega ao seminário com a certeza de se querer de ser ordenado padre “porque o seminário é um caminho, primeiro de discipulado”, os dois primeiros anos nos Olivais são a etapa discipular.
“A vocação é um chamamento individual, ou seja, Jesus chama a uma pessoa específica; é uma coisa que Deus me está a dizer, ao mesmo tempo eu consigo descobrir isso através da Igreja, as pessoas concretas, os batizados”, acrescentou.

A Igreja Católica em Portugal está a celebrar a Semana de Oração pelos Seminários 2026, com o lema ‘Comunidade que reza, Seminário que floresce’, até domingo, de 1 a 8 de novembro.
“Eu tenho ouvido testemunhos de famílias que rezam pelas vocações todos os dias e isso é muito bonito, perceber que isto é uma necessidade, esta necessidade que temos de sacerdotes, quer sejam mais idosos, quer sejam crianças, e marca-me perceber que há pessoas que rezam por mim”, referiu o diácono José Alberto Rodriguez, que está “quase a ser ordenado padre”.
O seminarista do Patriarcado de Lisboa assinala que costumam visitar paróquias ao fim de semana “e é sempre uma alegria”, as pessoas acolhem-lhos em suas casas como se fossem “filhos e isso é alegria”, saber que neste caminho são “amparados e cuidados por pessoas que não nos conhecem e que o fazem por amor a Deus”.
“Sinto que para alguém que tenha 17, 18, 20 anos, ver pessoas de idades próximas a dar este tipo de passos, tanto para uma vocação religiosa, como consagrada, como sacerdotal, pode ser desafiante, pode ser também às vezes o despertar algum bichinho que esteja adormecido”, acrescentou o diácono Diogo Branco.
Os dois seminaristas do Patriarcado de Lisboa também comentaram as leituras que vão ser ouvidas este domingo nas Missas, nomeadamente o Evangelho de São Mateus da ‘Parábola das dez virgens’, o diácono Diogo Branco realça que “convida a olhar para aquilo que é essencial, para a relação com Deus”.
A Comissão Episcopal Vocações e Ministérios (CEVM), da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), publicou online vários subsídios para a celebração, participação e divulgação da Semana de Oração pelos Seminários 2026.
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