D. Manuel Clemente deixou apelo em favor da população de Pemba

Lisboa, 04 abr 2021 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa elogiou hoje os “sinais de ressurreição” que se multiplicaram diante da pandemia, na Igreja e na sociedade.

“Há muitos sinais de uma presença que ressuscita, efetivamente, as vidas, que faz com que as coisas andem para a frente e ganhem outro horizonte”, disse D. Manuel Clemente, em declarações aos jornalistas, antes da celebração do Domingo de Páscoa, na catedral lisboeta.

O responsável destacou a importância, para os católicos, de celebrar a ressurreição de Cristo-

“A vida que Jesus nos trouxe não acabou ali”, apontou, realçando que essa fé move homens e mulheres que “vivem com o mesmo impulso e são sinais dessa presença”.

O patriarca de Lisboa saudou quem é capaz de ir “ao encontro dos outros”, nas famílias, nos serviços públicos e particulares.

Neste mais de um ano de pandemia, são muitos os sinais de pessoas que ultrapassam tudo aquilo que poderia tolhê-las, a elas e às outras, pela doença, por tudo aquilo que ela acarreta”.

D. Manuel Clemente disse que é natural que as pessoas fiquem “acabrunhadas” pelos impactos da crise, mas convidou a ver também “sinais de esperança”.

“Em todos os setores encontro boa vontade. Às vezes não encontro meios, mas boa vontade encontro”, assinalou.

No segundo ano em que a Páscoa é celebrada com limitações, por causa da Covid-19, o cardeal português admitiu que havia a ideia de que “as coisas se resolvessem mais depressa do que se resolveram”.

“Vamos lá ver se, desta vez, levamos isto de vencida”, acrescentou.

Questionado sobre a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que Lisboa vai receber no verão de 2023, D. Manuel Clemente afirmou que esta vai ser uma oportunidade para a “humanidade se relançar”, no pós-pandemia.

“Assim será a Jornada Mundial da Juventude em Lisboa, no verão de 2023: Um sinal magnífico da ressurreição de Cristo, oferecido pelos jovens dos cinco continentes a este mundo que a pandemia afetou. O mundo que precisa de reviver a madrugada pascal” referiu o responsável, na sua homilia.

O cardeal-patriarca falou também da crise humana em Pemba, norte de Moçambique, manifestando “muita tristeza” pelo conflito numa zona onde as riquezas naturais “não se repercutem em benefício dos que lá estão”.

O responsável católico deixou um apelo à “solidariedade internacional”, porque as autoridades locais “só por si não conseguem resolver”.

“É um problema trágico, que dura há tanto tempo e não tem nenhuma razão de ser”, disse aos jornalistas.

O Papa Francisco também recordou, no Vaticano, a situação em Moçambique, na sua mensagem de Páscoa, antes da bênção ‘Urbi et Orbi’.

HM/OC

 

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