D. Jorge Ortiga diz que Páscoa deve ser celebração de «vida diferente»

Missa Solene do Domingo de Páscoa | Semana Santa Braga 2021

Todo o Domingo é um dia pascal, porque simboliza e evoca, no ritmo cristão das semanas, o primeiro dia do mundo novo inaugurado com a Ressurreição de Cristo. O Domingo de Páscoa é, nesse sentido, o paradigma de todos os domingos. Por isso proclama a Liturgia: — «Este é o dia que o Senhor fez! Exultemos e cantemos de alegria!» Por isso também, Nele, a Igreja celebra com especial solenidade a Eucaristia, memorial que recorda aquele mistério. Este ano, não há o tradicional acto de “beijar a Cruz” (Aberta à participação de fiéis e com transmissão online via Facebook)

Posted by Educação Cristã – Braga on Sunday, April 4, 2021

Braga, 04 abr 2021 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga defendeu hoje, na sua homilia de Páscoa, a uma  Igreja “atenta e interventiva” na atenção aos problemas da humanidade.

“Vamos fazer que a nossa vida seja diferente”, apelou D. Jorge Ortiga, na Missa a que presidiu na Catedral bracarense, no dia em que a Igreja Católica celebra a festa maior do seu calendário, a ressurreição de Jesus.

O responsável católico pediu que esta seja “uma Páscoa de vida, não uma Páscoa de pessoas adormecidas”

“A Páscoa passa pela Igreja, passa por um Cristo vivo em cada um de nós”, indicou, sublinhando que os católicos têm o mandamento de “continuar a missão de Jesus”, uma “pessoa divina que quis ficar no meio da humanidade”, com “amor incondicional”.

“Cristo vive e quer-nos vivos, a nós”, acrescentou.

O arcebispo primaz falou da importância de assumir o “alegre compromisso de cuidar da Igreja”, para que seja capaz de mostrar “Cristo vivo e operante na história”.

“Vamos todos cuidar da Igreja para que a Igreja mostre um Cristo vivo”, insistiu.

No Domingo de Páscoa, D. Jorge Ortiga sublinhou a necessidade de viver na Igreja como “comunhão de todos”, com “o mesmo amor”, sem aceitar a indiferença.

“Não podemos aceitar que as nossas comunidades sejam reuniões de pessoas anónimas”, advertiu.

O responsável católico convidou todos a ultrapassar uma “certa letargia”.

“Hoje, na Igreja, já não basta andar, é preciso correr”, no amor recíproco e na atenção pelos problemas da humanidade, indicou.

O arcebispo de Braga concluiu com um “anúncio de alegria”, celebrada na Páscoa, mesmo perante as incertezas sobre o futuro que a pandemia levantou.

OC

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