Presidente da Fundação JMJ sublinha preocupação para assegurar sustentabilidade do evento, «aberto a todos»

Foto: Agência ECCLESIA/HM

Fátima, 22 set 2022 (Ecclesia) – O presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, D. Américo Aguiar, disse hoje em Fátima que o parque verde que vai nascer no Parque Tejo “não tem preço” e vai ser uma marca deste encontro em Portugal

“Após o fim da Jornada, as obras vão continuar e vai nascer ali um novo parque verde”, referiu o bispo auxiliar de Lisboa, nas Jornadas Nacionais de Comunicação Social 2022, que se realizam esta quinta e sexta-feira, em Fátima, na Domus Carmeli.

O responsável destacou a importância de pensar no “dia seguinte”, como na Expo 98, em que se criou uma “nova centralidade” para Lisboa.

“Houve uma mais-valia naquilo que foi, não um gasto, mas um investimento”, indicou.

Falando no futuro parque verde, D. Américo Aguiar manifestou a convicção de que será um “espaço magnífico”, marcado pelas preocupações de sustentabilidade, económica e ecológica, num esforço que “não tem preço”.

“A população de Loures vai reconquistar a sua relação com Tejo”, acrescentou.

O bispo auxiliar de Lisboa admitiu que a questão financeira é um “fantasma”, dado que a Igreja Católica, apenas com os seus próprios meios, não poderia assumir, sendo possível apenas com o apoio das instituições públicas.

“O nosso desafio é muito difícil: com um orçamento zero, fazer as coisas”, assumiu.

O presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023 falou da preparação em áreas como a alimentação e os transportes, a partir da experiência de jornadas anteriores.

A jornada anual do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais (SNCS) tem como tema ‘Comunicar a JMJ Lisboa 2023’.

Esta é a primeira jornada de sempre em que os peregrinos são nativos digitais. Por isso temos de a trabalhar de outra maneira. Temos o desafio de não comunicar analogicamente”.

D. Américo Aguiar recordou o anúncio de Lisboa como sede da JMJ, em janeiro de 2019, no Panamá, e os vários passos que levaram a esta escolha, bem como o posterior adiamento de 2022 para 2023, por causa da pandemia de Covid-19.

“Nunca aconteceu, aconteceu-nos a nós”, indicou.

O presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023 admitiu que o adiamento teve um impacto nas várias iniciativas, exigindo uma “preparação missionária”, que desafiou os voluntários “ir em socorro dos que mais precisassem”.

“O confinamento foi sempre muito complicado”, acrescentou.

Foto: Agência ECCLESIA/HM

O responsável católico falou da receção dos símbolos da JMJ em Roma, em novembro de 2020, num contexto ainda marcado pela pandemia, com uma delegação reduzida.

A Cruz dos Jovens e o ícone mariano que a acompanha, por todo o mundo, passaram depois, Angola, Polónia e Espanha antes de chegar às dioceses portuguesas, encontrando-se atualmente em Vila Real.

“Tem sido uma bênção a peregrinação dos símbolos, diocese a diocese”, apontou D. Américo Aguiar, admitindo que, nas várias comunidades, há níveis “diferenciados” de adesão à iniciativa.

Esta peregrinação tem ajudado na criação e reabilitação de estruturas locais da Pastoral Juvenil, para “corresponder a este desafio”.

“O convite à Jornada é para todos”, apontou D. Américo Aguiar, realçando que o Papa pediu atenção a “algumas periferias”, geográficas e existenciais.

O bispo português integrou uma delegação que esteve no Brasil, para convocar os jovens locais; a organização portuguesa vai deslocar-se a cada um dos PALOP, procurando as melhores soluções para quem vive fora de Portugal.

O Comité Organizador Diocesano (COD) de Lisboa inaugura hoje um espaço no rés-do-chão da sede do COL (Comité Organizador Local da JMJ Lisboa 2023), no Beato – Rua do Grilo, 84.

A sede vai ter um horário alargado, de segunda a sábado das 10h00 às 24h00, e no domingo, das 15h00 às 00h00, estando “aberto a qualquer jovem”, precisou D. Américo Aguiar.

No final da JMJ 2023, a Fundação está disponível para que “fique lá tudo”, para projetos dedicados aos jovens.

Após a conferência, decorre uma mesa-redonda com responsáveis das várias direções do Comité Organizador Local (COL) sobre a preparação em curso, até agosto de 2023.

A partilha experiências de gabinetes de comunicação de anteriores edições da JMJ, nomeadamente Madrid (201), Rio de Janeiro (2013) e Panamá (2019), constitui o terceiro momento dos trabalhos.

Foto: Agência ECCLESIA/HM

Na sexta-feira, a diretora de Comunicação da JMJ 2023, Ana Alves, intervém na sessão ‘Comunicar grandes eventos’, a partir das 09h30, com a professora Catarina Burnay, da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa (UCP).

A edição 2022 das Jornadas Nacionais de Comunicação tem a parceria, na organização e dinamização dos conteúdos, para além da Fundação JMJ Lisboa 2023, a Faculdade de Ciências Humanas da UCP.

O programa conclui-se com uma componente prática, propondo três workshops sobre o mundo digital e jornalismo alternativo.

A iniciativa anual tem a presença de mais de 120 inscritos, profissionais e representantes de órgãos de comunicação social, dioceses, movimentos e instituições eclesiais.

OC

A JMJ é um acontecimento religioso e cultural que reúne jovens de todo o mundo durante uma semana; nasceu por iniciativa de São João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

Cada JMJ realiza-se, anualmente, a nível diocesano – atualmente no Domingo de Cristo-Rei, que encerra o ano litúrgico -, alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos numa grande cidade: em 1987, Buenos Aires (Argentina); em 1989, Santiago de Compostela (Espanha); em 1991, Czestochowa (Polónia); em 1993 em Denver (EUA); em 1995, Manila (Filipinas); em 1997, Paris (França); em 2000, Roma (Itália); em 2002, Toronto (Canadá); em 2005, Colónia (Alemanha); em 2008, Sidney (Austrália); em 2011, Madrid (Espanha); Rio de Janeiro (Brasil), em 2013; Cracóvia (Polónia), em 2016; e Panamá, em 2019.

JMJ Lisboa 2023: Igreja assume desafio de comunicar «acontecimento único» (c/fotos)

 

 

 

 

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