Partilha de experiências marcou sessão de Jornada Nacional das Comunicações Sociais

Agência ECCLESIA/HM

Fátima, 22 set 2022 (Ecclesia) – A diretora de comunicação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Madrid 2011 disse hoje que a comunicação deste evento requer “transparência, verdade, claridade”.

“Devemos comunicar com transparência, verdade, claridade. Se sabemos muito bem, caso contrário procuramos a resposta e damos depois. Com todo o respeito e verdade. Havia muitos jornalistas contrários à Igreja, na altura e que respeitaram toda a Jornada”, explicou Marieta de Jaureguizar, aos participantes nas Jornadas Nacionais de Comunicação Social 2022, que se realizam esta quinta e sexta-feira, em Fátima, na ‘Domus Carmeli’.

A responsável recordou a importância de ter um plano de “comunicação de crise”, na esperança que “não veja a ser usado”.

A jornadas nacionais da Comunicação Social convidaram responsáveis de comunicação a recordar experiências anteriores, nas JMJ do Rio de Janeiro, em 2013, em Cracóvia, em 1016, e no panamá, em 2019.

Marieta de Jaureguizar, que recebeu na capital espanhola cinco mil jornalistas, sublinhou a “enorme responsabilidade” de comunicar o evento de jovens da Igreja católica: “É a imagem da Igreja para os jovens atual”.

A responsável recordou desafios que “cada jornalista de cada nacionalidade” apresentava, para chegar junto de peregrinos e sacerdotes da sua nacionalidade.

“A comunicação está ao serviço não é protagonista, deve sim dar protagonismo às entidades e aos responsáveis, mas há que deixar trabalhar a equipa de comunicação”, explicou, recordando ter recebido 1500 pedidos para entrevistar o Papa Bento XVI.

Marieta de Jaureguizar explicou ainda, a partir da sua experiência, que toda a comunicação institucional “é importante”, mas “o que vai correr mundo é o que vai ser partilhado nas redes sociais pelos jovens”.

Fabíola Goulart e Gustavo Huguenin, responsáveis da comunicação da JMJ Rio de Janeiro 2013 e voluntários na comunicação das redes sociais em Cracóvia em 2016 e trabalharam com uma equipa de 120 voluntários.

“Tivemos a preocupação de comunicar em todos os idiomas. Os idiomas oficiais eram oito, mas nas redes sociais eram mais”, recordaram: “Tivemos o coreano, a pensar que ia ter pouco impacto, mas conseguimos chegar a 400 mil pessoas”.

A equipa de redes sociais escreveu, nos 90 dias antes do início das Jornadas em Cracóvia, 18 mil mensagens e alcançaram mais de 185 milhões de utilizadores na semana das JMJ.

“Atrair, comprometer e interagir com os participantes nas redes sociais”, foi a estratégia seguida pela equipa bem como privilegiar o conteúdo feito pelos jovens participantes, propondo “desafios” aos jovens.

“A comunicação nas redes sociais deve ter a preocupação de chegar a quem está fora, porque os que não são peregrinos, que estarão fora de Lisboa, vão querer saber o que se passa”, indicaram.

Ser ágil e otimizar todos os recursos “porque o financiamento é escasso”, reconheceram.

Luís Ponce, diretor de Logística da JMJ do Panamá, deu conta do impacto de realizar uma jornada num país pequenos: “Como fazer uma jornada num país pequeno, somos uma igreja pequena, não temos recursos”, relembrou.

O atual responsável pelo planeamento e logística do Dicastério Leigos, Família e Vida, falou sobre a comunicação que a Igreja faz de “um encontro com Deus”, sendo esta uma “dimensão que não pode ser descurada”.

“A comunicação deve ser simples, oportuna e fácil”, explicou.

LS

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