Liberdade Religiosa: Fundação Ajuda à Igreja que Sofre apresenta relatório nos Açores

Angra do Heroísmo, Açores, 28 abr 2026 (Ecclesia) – A Diocese de Angra acolhe a apresentação do Relatório sobre Liberdade Religiosa, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), “pela primeira vez” nos Açores, esta terça-feira, 28 de abril, no Centro Pastoral Pio XII, em Ponta Delgada.

Com o tema ‘Liberdade religiosa: um privilégio?’, a apresentação do relatório da Fundação AIS, “pela primeira vez”, nos Açores vai reunir “personalidades ligadas à Igreja e à sociedade civil”, divulga o portal online ‘Igreja Açores’ da Diocese de Angra.

Participam o bispo de Angra, D. Armando Esteves Domingues, a diretora do secretariado português da Fundação pontifícia AIS, Catarina Bettencourt Martins, e o jornalista Paulo Aido, da mesma instituição, que vão apresentar e comentar os principais dados do documento.

A sessão de apresentação do Relatório sobre Liberdade Religiosa, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, neste dia 28 de abril, começa às 18h30 locais (mais uma hora em Lisboa), e a entrada é livre, no Centro Pastoral Pio XII, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel .

A Diocese de Angra destaca que esta iniciativa é “um momento significativo de reflexão e sensibilização” sobre a liberdade religiosa, num contexto internacional “cada vez mais desafiante”.

O programa inclui a intervenção do cónego Adriano Borges, que vai abordar o contexto histórico da vida e martírio de João Batista Machado, o padroeiro da Diocese de Angra que foi “assassinado no Japão no século XVII, devido à perseguição religiosa e à ausência de liberdade de culto”, e vai falar também o responsável pela Comissão Diocesana para o Ecumenismo e Diálogo Interreligioso, o leigo Francisco Almeida Medeiros.

O Relatório sobre Liberdade Religiosa 2025 da AIS alerta para um agravamento global das violações da liberdade religiosa, identifica “situações graves em 62 países, afetando cerca de dois terços da população mundial”, e destaca o crescimento “do autoritarismo, do nacionalismo religioso e o uso de tecnologias”, como a inteligência artificial, “para vigiar e reprimir comunidades de fé”.

“A situação está pior. No anterior relatório, a população atingida pela perseguição ou discriminação andava à volta dos 4,9 mil milhões de pessoas, agora já está nos 5,4 mil milhões. E os países que estão identificados, como havendo perseguição ou discriminação, eram 61 e agora são 62”, disse Paulo Aido, em entrevista à Agência ECCLESIA, no dia 21 de outubro de 2025, no contexto do lançamento do relatório em Portugal.

O documento bienal da fundação pontifícia é o único de uma organização não-governamental que analisa “a situação da liberdade religiosa em todos os países do mundo e para todas as religiões”, reforçando a importância deste direito fundamental consagrado no artigo 18.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A apresentação do Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo da AIS nos Açores, é uma iniciativa que conta com o apoio da Diocese de Angra, através da Comissão Diocesana para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso do Instituto Católico de Cultura, informa o portal online ‘Igreja Açores’.

CB

Especial: Mais de metade da população mundial vive sob «graves violações da liberdade religiosa» – Fundação AIS

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