Campos de Férias: Atividades durante o verão das Irmãs Doroteias fazem parte da oferta educativa dos colégios da congregação

Maria Frederica Benevides e Diogo Oliveira e Silva são dois antigos alunos que continuam envolvidos na pastoral como animadores

Lisboa, 17 ago 2026 (Ecclesia) – As Irmãs de Santa Doroteia (Doroteias) dinamizam campos de férias para os seus alunos, uma oferta educativa integrada na pastoral dos colégios da congregação, que são animados por monitores, alguns deles antigos estudantes que, agora, são o exemplo.

“Sem dúvida que é um desafio, porque nós tentamos que durante todo o dia, com todo o cansaço acumulado, sejamos exemplo de fé e também da vida de Santa Paula. Claro que temos sempre aquela expectativa de agradar a todos os miúdos, e que consigamos fazer tudo bem”, disse a Maria Frederica Benevides, esta segunda-feira, 17 de agosto, em entrevista à Agência ECCLESIA.

Para esta monitora do ‘Campus Frassinetti’, realizado em Sintra, “é extremamente gratificante” verem numa oração que os miúdos reparam que é a equipa deles que está a preparar e oferecem-se “para tocar a guitarra, têm ideias excelentes”.

“Nós também temos um guião, e pensamos ‘este grupo é um bocadinho mais agitado vamos fazer uma oração um bocadinho mais dinâmica’, vamos trazer canetas e papéis e eles podem escrever, ou fazer orações lá fora, mas que aprendam que rezar faz parte do dia; que seja uma oração que eles possam levar até para casa, e partilhar com os amigos que passaram uma semana espetacular em que viveram a fé, e umas atividades de serviço, que tiraram coisas de bom para a vida deles”, desenvolveu a antiga aluna Doroteia.

Diogo Oliveira e Silva concorda que ser monitor “é um desafio grande”, agora que anima os campos de férias lembra-se dos momentos em que “olhava para os animadores como uma fonte de alegria, de animação”, e queria ser como eles no futuro

“Agora, sinto que também tenho de ser, além de ter de retribuir um bocado do que as Irmãs Doroteias me deram, e do que os animadores, e todas estas pessoas que trabalham, que animam o campo me deram, e ser um bocado como eles”, acrescentou o monitor do Porto.

Maria Frederica Benevides explica que começam o ‘Campus Frassinetti’ com “um momento de família”, os pais levam as crianças e fazem “sempre uma dinâmica”, tiram fotografias, conhecem o espaço, e “é muito engraçado para fazer aquela transição”, “uma parte essencial”, porque os pais fazem parte do colégio, conhecem as irmãs e conhecem os alunos.

Os dias no campo de férias estão “sempre estruturados”, têm a oração da manhã, que são preparadas pelas irmãs, como pelos animadores, os animados, nos campos dos mais velhos, “acabam por participar nestas orações e prepará-las”, e seguem-se “atividades lúdicas de manhã”, que tentam que “sejam relacionadas com o tema do ano das Irmãs Doroteias”, adequadas às idades, “para que se divirtam, mas que tirem algo proveitoso”, para a sua educação, como para saber mais sobre Santa Paula Frassinetti, a fundadora desta congregação religiosa feminina, “ou como funcionam as comunidades das irmãs”.

No Programa ECCLESIA, transmitido hoje na RTP2, a monitora Maria Frederica Benevides explica que nos almoços dos ‘Campus Frassineti’ procuram que os participantes “também façam as tarefas, põem a mesa, lavam a loiça”, existe um quadro de tarefas “e eles participam em tudo”, e a tarde continua com “atividades lúdicas, por vezes no exterior”, e “não há telemóveis, nem qualquer tipo de tecnologia ao longo desta semana”, salvaguardando sempre um momento para falar com os pais.

“No caso das atividades, eu senti sempre um entusiasmo gigante em saber o que é que ia acontecer no dia seguinte, até que nos anos seguintes já se vai adivinhando, porque percebe-se melhor a dinâmica dos dias. Sabemos, por exemplo, que quinta-feira é o dia do serviço, pode-se ajudar em trabalhos na quinta, por exemplo, no Linhó, e mesmo no Colégio de Sardão, visitar as irmãs, organizamos os teatros ou algum tipo de dança”, acrescentou Diogo Oliveira e Silva.

Este monitor, da sua experiência pessoal, ainda destacou as dinâmicas de oração e de “ficar sempre impressionado com os animadores e com as irmãs guiarem orações daquela forma tão tranquila e tão próxima”.

HM/CB/PR

Foto: Doroteias/Campus Frassinetti

A Província Portuguesa das Irmãs Doroteias informa que os ‘Campus Frassineti’ são uma oferta educativa integrada na pastoral das escolas católicas da congregação em Portugal, nomeadamente o Colégio Nossa Senhora da Paz (Porto), o Colégio de Santa Doroteia (Lisboa), e o Colégio Imaculada Conceição (Viseu).

Os campos de férias 2026 realizaram-se entre 5 de julho e 1 de agosto, para os ‘Vigias’ (5º e 6º anos), no Sardão e Linhó, os ‘Freixos’ (7º, 8º e 9º anos), no Linhó, e os ‘Faróis’ (10º, 11º e 12º anos), em Viseu.

As atividades dos campos de férias são animadas voluntariamente por jovens ligados à pastoral juvenil desta congregação religiosa, a Juventude Doroteia – estudantes da Escola Superior de Educação Paula Frassinetti, antigos alunos dos colégios, entre outros.

Maria Frederica Benevides foi aluna dos Colégios das Irmãs Doroteias, que frequentou dos 3 aos 18 anos de idade, enquanto Diogo Oliveira e Silva esteve no Colégio Nossa Senhora da Paz, no Porto, onde um irmão mais velho estudou e “também teve a curiosidade de experimentar estes campos”, levando-o a “entrar nestas atividades”.

 

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