Responsáveis católicos e instituições solidárias apelam a ajuda internacional

Foto: Lusa/EPA

Lisboa, 06 ago 2020 (Ecclesia) – O superior geral das Filhas da Caridade, padre Tomaz Mavric, informou que uma religiosa vicentina faleceu na sequência das explosões desta terça-feira no porto Beirute.

O responsável mundial dos Vicentinos informa ainda que a casa provincial das Filhas da Caridade na capital libanesa foi “seriamente danificada”.

Outras religiosas ficaram feridas, mas estão “fora de perigo”.

“Peço-vos que continuem a rezar pelas pessoas que morreram, as que ficaram feridas e as famílias que perderam todos os seus bens durante esta tragédia”, escreve o padre Tomaz Mavric, numa mensagem divulgada online.

A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) anunciou, em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o enviou de uma ajuda de emergência no valor de 250 mil euros para aquisição de cabazes alimentares, destinada às famílias pobres mais afetadas pela explosão que devastou a área portuária da capital libanesa.

Os dados oficiais apontam para 137 vítimas mortais, cerca de cinco mil feridos e pelo menos 100 pessoas desaparecidas; cerca de 300 mil pessoas ficaram sem casa.

“A explosão parecia uma bomba atómica, com fumo vermelho por todo o sítio e imensos danos”, referiu à AIS o padre Raymond Abdo, no Líbano.

Segundo a fundação pontifícia, pelo menos 10 igrejas foram destruídas.

Esta quarta-feira, num “apelo aos Países do Mundo”, o cardeal Bechara Boutros Rai, patriarca maronita e presidente da Conferência de Patriarcas e Bispos Católicos do Líbano, disse que Beirute é “uma cidade devastada” e propôs a criação de um “fundo controlado pelas Nações Unidas” para administrar as ajudas.

“Apelo a todos vós, Estados do mundo, porque sei que amais o Líbano e que respondereis a este apelo. Sei o quanto quereis que o Líbano recupere o seu papel histórico ao serviço da humanidade, da democracia e da paz no Médio Oriente e no mundo”, escreve.

OC

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