Presidente internacional da fundação pontifícia expressou solidariedade com a comunidade cristã local

Lisboa, 11 jun 2026 (Ecclesia) – O arcebispo Melquita Greco-Católico de Tiro, no sul do Líbano, alertou para a “crescente insegurança” nesta cidade, em particular, no bairro histórico, um “apelo urgente” que a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) Internacional recebeu com “profunda preocupação”.
“Conhecemos estas comunidades pessoalmente. Visitámos as suas casas, rezámos nas suas igrejas e testemunhámos a sua determinação em manter uma presença cristã nesta cidade histórica, apesar dos inúmeros desafios”, explica a presidente internacional da Ajuda à Igreja que Sofre, em nota enviada à Agência ECCLESIA pelo secretariado português da organização pontifícia.
“As ameaças atuais que se abatem sobre a população civil e o bairro cristão histórico são motivo de particular preocupação para nós” – Regina Lynch
D. Georges Iskandar, arcebispo Melquita Greco-Católico de Tiro, lançou um apelo urgente relativamente à crescente insegurança que afeta a cidade de Tiro, no sul do Líbano, e, em particular, o seu bairro histórico.
A 7 de outubro de 2023, o grupo islamita Hamas atacou o território israelita, matando 1200 pessoas, na sua maioria civis, e fazendo mais de 200 reféns; em retaliação, Israel vem bombardeando Gaza, situação que se estendeu ao Líbano, com o atual conflito no Irão.
“Exortamos todas as partes a respeitarem a dignidade humana, a salvaguardarem os não combatentes e a protegerem os locais religiosos e as comunidades históricas”, pede a presidente internacional da AIS, que expressa solidariedade com esta Igreja local e com todos os civis que permanecem na cidade.
“Especialmente famílias, crianças, idosos e os mais vulneráveis”, acrescenta, indicando que estão “particularmente preocupados” com a segurança dos habitantes do histórico bairro cristão, e “com a preservação de uma presença cristã que está enraizada em Tiro desde os tempos apostólicos”.
A fundação pontifícia explica que a cidade libanesa de Tiro “ocupa um lugar único na história do cristianismo” e no património espiritual deste país do Médio Oriente, as suas igrejas, comunidades e bairros históricos são “testemunhas vivas de séculos de fé, coexistência e resiliência”, e qualquer ameaça à vida dos civis, aos locais de culto ou a este precioso património religioso e cultural “é motivo de profunda preocupação”.
“Ao longo dos anos, a Fundação AIS tem acompanhado e apoiado as famílias que vivem no bairro antigo de Tiro”, realça Regina Lynch.
A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre une-se “ao apelo da Igreja local”, exorta a todos que têm responsabilidade e influência a “fazerem tudo o que for possível para evitar mais sofrimento, deslocação e destruição”, e rezam pela paz, segurança e estabilidade: “Que Deus proteja o povo de Tiro, preserve o Líbano e conceda paz à região”.
A AIS também partilhou o apelo de Marielle Boutros, a responsável de projeto da organização no Líbano, que pede oração e apoio para este país onde a guerra, os ataques e o deslocamento de populações agravam uma crise humanitária “cada vez mais difícil”.
A 30 de novembro de 2025, o Papa Leão XIV aterrou em Beirute, onde foi recebido por milhares de pessoas, iniciando a segunda etapa da sua primeira viagem apostólica, depois de quatro dias na Turquia.
CB/OC
