Leiria-Fátima: Diocese celebrou de Jubileu das Vocações no santuário da Cova da Iria

«Queremos convosco dar graças a Deus, e queremos dar graças a Deus por vós e pelo vosso testemunho» – Padre Carlos Cabecinhas

Foto: Paulo Adriano/Leiria-Fátima

Leiria, 02 jun 2026 (Ecclesia) – A Diocese de Leiria-Fátima reuniu 52 jubilares – casais, sacerdotes e religiosas –, histórias de fidelidade e gratidão, no Jubileu das Vocações, este sábado, dia 30 de maio, no Santuário mariano de Fátima.

“Diferentes, complementares, mas todas elas expressão desta certeza de que somos filhos amados de Deus pelo Batismo”, disse o assistente do Serviço Diocesano da Pastoral Familiar, padre José Augusto Rodrigues, na abertura do jubileu, informa a Diocese de Leiria-Fátima em nota enviada hoje à Agência ECCLESIA.

Em 2026, os 52 jubilares da Diocese de Leiria-Fátima – 48 casais, duas religiosas e dois sacerdotes – celebram 10, 25, 50, 60 ou mais anos de vocação.

Na partilha de testemunhos, dois casais em etapas diferentes da vocação matrimonial tiveram pontos comuns na forma como descrevem o casamento, e destacaram a importância dos filhos.

“No dia a seguir a nós nos termos casado, eu senti que já nos devíamos ter casado há mais tempo; agora sinto que nós vamos os dois para a vida, estamos os dois juntos”, disse Susana, casada há 10 anos com Igor, que partilhou que na sua “cabeça, pessoalmente, nunca” considerou “não casar”.

Natália e João, de Monte Redondo, testemunharam 25 anos de casamento, que conhece diferentes fases e intensidades, e descreveram a vida matrimonial com a imagem do vento.

“O segredo é não desistir um do outro; o amor amadurece. Há uma beleza muito grande em permanecer, em crescer juntos, em continuar a escolher a mesma pessoa”, afirmaram, e identificaram vários pilares que sustentam este matrimónio ao longo destes anos, como “o companheirismo, a confiança, o cuidado diário, uma amizade profunda e a presença de Deus”.

O padre José Augusto Leitão, missionário do Verbo Divino (Verbita), está a celebrar 50 anos de vida sacerdotal, e recordou que em criança, quando lhe perguntaram o que queria ser no futuro, respondeu “quero ser padre Augusto”.

“Na minha fragilidade o Senhor tem utilizado este instrumento e o mais enriquecido com tudo isto tenho sido eu”, observou o sacerdote verbita, que partilhou a missão em Portugal, Angola e Brasil.

Natural de Lourosa, na Diocese do Porto, a irmã Arminda de Assunção celebra 60 anos de consagração religiosa nas Irmãs do Bom Pastor, e assegurou: “Nunca, nunca, nunca me arrependi de ter seguido o Senhor”.

O Jubileu Diocesano das Vocações foi uma iniciativa dos serviços pastorais Familiar e Vocacional, que começou com acolhimento e testemunhos, no Centro Pastoral Paulo VI, seguido da celebração da Eucaristia, na igreja da Santíssima Trindade, e um almoço de convívio, este sábado, dia 30 de maio.

O reitor do Santuário de Fátima presidiu à Missa e centrou a homilia no episódio evangélico da Visitação, aos participantes do jubileu diocesano explicou que “nenhum foi chamado por Deus a fechar-se em si próprio”, e afirmou que “são atitudes cristãs fundamentais e imprescindíveis” a empatia e a atenção às necessidades dos outros.

“Queremos convosco dar graças a Deus e queremos dar graças a Deus por vós e pelo vosso testemunho”, disse o padre Carlos Cabecinhas, citado pelo Gabinete de Informação e Comunicação da Diocese de Leiria-Fátima.

CB

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