Ajudas são essencialmente para «agregados familiares» residentes no território

Leiria, 13 fev 2026 (Ecclesia) – A Cáritas Diocesana de Leiria-Fátima informa que já tem em funcionamento o ‘Fundo de Emergência Social – Tempestade Kristin’, criado com o objetivo de ajudar as pessoas e as famílias afetadas pela passagem desta depressão no seu território.
A Diocese de Leiria-Fátima, numa nota enviada hoje à Agência ECCLSIA, informa que o ‘Fundo de Emergência Social’ da sua Cáritas Diocesana se destina, “preferencialmente, a agregados familiares residentes” no seu território.
A análise e a decisão sobre a atribuição dos apoios são da responsabilidade da Comissão de Atribuição que foi constituída para este efeito, e vai analisar os pedidos apresentados, verificar a elegibilidade dos beneficiários, o montante e as condições dos apoios.
“A atribuição de apoio depende da verificação cumulativa de vários critérios, entre os quais a existência de danos ou prejuízos resultantes da tempestade, a situação de vulnerabilidade socioeconómica ou habitacional e a inexistência ou insuficiência de outros apoios públicos ou de seguradoras”, explica a Diocese de Leiria-Fátima.
O Fundo de Emergência Social da Cáritas de Leiria angariou mais de 1,5 milhões de euros para apoiar as vítimas da Tempestade Kristin, segundo dados apresentados, esta quinta-feira, pela organização católica.
O ‘Fundo de Emergência Social – Tempestade Kristin’ vai intervir “exclusivamente em habitação própria permanente”, podendo apoiar outras situações de vulnerabilidade socioeconómica “diretamente resultantes da tempestade”, após avaliação no âmbito do processo social.
A Cáritas Diocesana de Leiria já iniciou a identificação e o acompanhamento de situações no terreno, em articulação com as comunidades locais, dando prioridade aos casos de maior urgência social, e vai reunir com entidades locais, paróquias e grupos sóciocaritativos, para apresentar este fundo solidário.
Para acelerar a análise dos pedidos de apoio, os requerentes devem enviar fotografias dos danos causados pela depressão Kristin na habitação, identificar o titular do agregado familiar, a morada e o contacto telefónico, numa fase inicial, para o endereço de correio eletrónico [email protected], até estar disponível uma plataforma digital para esse registo.
O ‘Fundo de Emergência Social – Tempestade Kristin’, que tem um regulamento, rege-se por princípios de solidariedade, equidade, imparcialidade, transparência, segregação de funções e prestação de contas, e vai ser auditado pela Forvis Mazars; a comissão de atribuição é composta por sete elementos, de várias áreas – áreas social, financeira, jurídica e comunitária -, que foram nomeados pelo bispo da Diocese de Leiria-Fátima, D. José Ornelas.
Esta quinta-feira, a instituição contabilizou 16 dias de intervenção contínua no terreno, período durante o qual procedeu à distribuição de 83 toneladas de alimentos e garantiu apoio direto a 643 famílias através de cabazes alimentares.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
CB/OC
