Iniciativa evoca «um Planeta a ser preservado, um grito ainda a ser ouvido»

Cidade do Vaticano, 24 mai 2022 (Ecclesia) – O Vaticano lançou hoje um vídeo comemorativo do sétimo aniversário da encíclica ecológica e social ‘Laudato Si’, do Papa Francisco, sobre “um Planeta a ser preservado, um grito ainda a ser ouvido”.

“Desde 2020, apesar da pandemia, os círculos ‘Laudato si’ aumentaram em quase 300 por cento. A encíclica permeou o debate político e científico desde a Conferência de Paris sobre o Clima em 2015 e a de Glasgow em 2021; garantiu que os cuidados da Casa Comum fossem incluídos entre as obras de misericórdia e iniciou a ‘Economia de Francisco’”, refere o portal ‘Vatican News’.

A iniciativa acontece durante a Semana ‘Laudato Si’ (22-29 de maio), que também marca o sétimo aniversário da encíclica, com uma série de celebrações globais e a primeira apresentação pública do trailer oficial de ‘O Convite’, um novo filme com imagens do Papa Francisco e ativistas pela ecologia.

Tomás Insua, diretor-executivo do Movimento Laudato Si’, disse que esta semana “floresceu e tornou-se uma celebração global que inspira os fiéis a fazer ainda mais pela casa comum”.

“No meio do caos e destruição global, todos os dias os católicos tomam medidas urgentes contra a emergência climática e a crise ecológica. A Semana ‘Laudato Si’ servirá como fonte de inspiração e partilha de lições aprendidas para todas as pessoas interessadas em salvar a criação de Deus”, acrescenta, em nota divulgada online.

O tema da semana é “Escutando e caminhando juntos”.

Na ‘Laudato Si’, Francisco pede “um olhar diferente, um pensamento, uma política, um programa educativo, um estilo de vida e uma espiritualidade” que consigam resistir ao “avanço do paradigma tecnocrático”.

“Uma ecologia integral requer abertura para categorias que transcendem a linguagem das ciências exatas ou da biologia e nos põem em contacto com a essência do ser humano”, escreve.

O Papa propõe uma mudança de fundo na relação da humanidade com o meio ambiente, alertando para as consequências já visíveis do aquecimento global e das alterações climáticas.

A encíclica defende uma “cidadania ecológica”, para mudar “hábitos nocivos” de consumo e comportamentos “suicidas” da humanidade, rumo a uma “corajosa revolução cultural”.

OC

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